O círculo agora está fechado.
O processo de etnocídio da população negra naquelas que são duas das mais originais manifestações culturais de origem negra-africana, o samba e as escolas de samba, pode se considerar completo.
Podemos nos considerar, nós negros e negras, indignos das heranças legadas por nossos ancestrais? Talvez! Quiçá!
Mais uma vez os alvos, cristãos e ocidentais sem o menor constrangimento, principalmente e apesar da história, nos tomam nossas criações e se encarregam de contarem a nossa própria história.
A criação do mundo segundo um mito tradicional negro-africano exigiu da agremiação carnavalesca Salgueiro o uso de muita tinta e malhas na cor preta para tornar seus alvos integrantes em “legítimos” representantes dos reinos negro-africanos do seu enredo.
Não há negros e negras em número suficiente na comunidade do Salgueiro ou no Rio de Janeiro capazes e competentes para, sei lá, representar sua própria história ancestral? Talvez! Quiçá!
Muito possivelmente estivéssemos em outros terreiros, já que há muito nos ausentamos dos terreiros de Candomblé e dos Terreiros de Samba para nos tornarmos a massa ingênua de sustentação dos templos protestantes neopentecostais?
Triste, muito triste, assistir esse cortejo fúnebre de nós mesmos!!!
Foto: Reprodução da TV - O Globo
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