21 anos da Casa de Cultura da Mulher Negra - 03/07 - Informações: 13- 3877-9455.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
MUSEU AFRO BRASIL
EXPOSIÇÃO HEREROS DE ANGOLA - FOTOGRAFIAS DE SÉRGIO GUERRA - MUSEU AFRO BRASIL - 12 DE MAIO. Visite: www.museuafrobrasil.org.br
Dia mundial do design
Em 27 de abril, dia mundial do design, será inaugurada a primeira e mais completa rede brasileira para profissionais da área: o Dsignme.com.
CHENY WA GUNE QUARTETO
Show do artista angolano CHENY WA GUNE QUARTETO, DE 01 DE JULHO A 12 DE JULHO. Assista - http://www.youtube.com/watch?v=Ql8Yu_rj0kI. Visite - www.brasilfesteiro.com.br
Riocentro
O atentado - caso Riocentro - ocorreu em 30 de abril de 1981 e completou 30 anos. O que falta para ser esclarecido? O que faltou apurar?
Código melancia - Verde por fora e vermelho por dentro!
“CARTA ABERTA PELO IMEDIATO ADIAMENTO DA VOTAÇÃO DO CÓDIGO FLORESTAL”. Assine em: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=PL1876
Lutando a boa luta - III
Alceu Valença defende Chico César e diz que luta pelo forró faz Gonzagão dormir em paz
O Forró Vivo!
Vejo com muito bons olhos – olhos atentos de quem há décadas
observa os movimentos da cultura em nosso país – a iniciativa do
Secretário de Cultura do Estado da Paraíba, Chico César, de “investir
conceitualmente nos festejos juninos”, segundo comunicado oficial
divulgado esta semana. Além de brilhante cantor e compositor, Chico
tem se mostrado um grande amigo da arte também como um dos maiores
gestores da cultura desse país.
A maneira mais fácil de dominar um povo – e a mais sórdida também
– é despi-lo de sua cultura natural, daquilo que o identifica enquanto
um grupamento social homogêneo, com linguagens e referências próprias.
Festas como o São João e o carnaval, que no Brasil adquiriram status
extraordinariamente significativo, tem sido vilipendiadas com a adesão
de pretensos agentes culturais alienígenas mancomunados com políticas
públicas mercantilistas sem o menor compromisso com a identidade de
nosso povo, de nossas festas, e por que não, de nossas melhores
tradições, no sentido mais progressista da palavra.
Sempre digo que precisamos valorizar os conceitos, para que a arte
não se dilua em enganosas jogadas de marketing. No que se refere ao
papel de uma secretaria ou qualquer órgão público, entendo que seu
objetivo primordial seja o de fomentar, preservar e difundir a cultura
de seu estado, muito mais do que simplesmente promover eventos de
entretenimento fácil com recursos públicos. É preciso compreender esta
diferença quando se fala de gestão de cultura em nosso país.
Defendo democraticamente qualquer manifestação artística, mas
entendo que o calendário anual seja largo o suficiente para comportar
shows de todos os estilos, nacionais ou internacionais. Por isso apóio
a iniciativa de Chico em evitar que interesses mercadológicos enfiem
pelo gargalo atrações que nada tem a ver com os elementos que fizeram
das festas juninas uma das celebrações brasileiras mais reconhecidas
em todo o mundo.
Lembro-me que da última vez que encontrei o mestre Luiz Gonzaga,
num leito de hospital, este me pedia aos prantos: “não deixe meu
forrozinho morrer”. Graças a exemplos como o de Chico César, o velho
Lua pode descansar mais tranquilo. O forró de sua linhagem há de
permanecer vivo e fortalecido sempre que houver uma fogueira queimando
em homenagem a São João.
O Forró Vivo!
Vejo com muito bons olhos – olhos atentos de quem há décadas
observa os movimentos da cultura em nosso país – a iniciativa do
Secretário de Cultura do Estado da Paraíba, Chico César, de “investir
conceitualmente nos festejos juninos”, segundo comunicado oficial
divulgado esta semana. Além de brilhante cantor e compositor, Chico
tem se mostrado um grande amigo da arte também como um dos maiores
gestores da cultura desse país.
A maneira mais fácil de dominar um povo – e a mais sórdida também
– é despi-lo de sua cultura natural, daquilo que o identifica enquanto
um grupamento social homogêneo, com linguagens e referências próprias.
Festas como o São João e o carnaval, que no Brasil adquiriram status
extraordinariamente significativo, tem sido vilipendiadas com a adesão
de pretensos agentes culturais alienígenas mancomunados com políticas
públicas mercantilistas sem o menor compromisso com a identidade de
nosso povo, de nossas festas, e por que não, de nossas melhores
tradições, no sentido mais progressista da palavra.
Sempre digo que precisamos valorizar os conceitos, para que a arte
não se dilua em enganosas jogadas de marketing. No que se refere ao
papel de uma secretaria ou qualquer órgão público, entendo que seu
objetivo primordial seja o de fomentar, preservar e difundir a cultura
de seu estado, muito mais do que simplesmente promover eventos de
entretenimento fácil com recursos públicos. É preciso compreender esta
diferença quando se fala de gestão de cultura em nosso país.
Defendo democraticamente qualquer manifestação artística, mas
entendo que o calendário anual seja largo o suficiente para comportar
shows de todos os estilos, nacionais ou internacionais. Por isso apóio
a iniciativa de Chico em evitar que interesses mercadológicos enfiem
pelo gargalo atrações que nada tem a ver com os elementos que fizeram
das festas juninas uma das celebrações brasileiras mais reconhecidas
em todo o mundo.
Lembro-me que da última vez que encontrei o mestre Luiz Gonzaga,
num leito de hospital, este me pedia aos prantos: “não deixe meu
forrozinho morrer”. Graças a exemplos como o de Chico César, o velho
Lua pode descansar mais tranquilo. O forró de sua linhagem há de
permanecer vivo e fortalecido sempre que houver uma fogueira queimando
em homenagem a São João.
Lutando a boa luta - II
Respeitem nossos valores – e cabelos!
Francisco César Gonçalves é um sertanejo destemido e sensível. O cara cresceu no burburinho cultural brasileiro-nordestino, tornou-se um irreverente e talentoso cantor, encantou o mundo com suas canções e acabou na vida administrativa. Hoje, secretário de Cultura da Paraíba, Chico César mostra que, apesar das assinaturas e burocracia necessárias ao cargo que exerce, permanece um dom Quixote da cultura do Nordeste, sua terra, sua gente, seu valor.
Negro, de família humilde, sertaneja, fora dos padrões emburrecidos de “beleza”, Chico tem na palavra sua espada. E com ela vence batalhas, apesar de fazê-lo diante da impossibilidade de ferir um ou outro. Esses dias, o nome de Chico César voltou a provocar reações positivas e negativas, depois que o secretário declarou que grupos musicais que destoantes da tradição musical nordestina – as bandas de forró de plástico ou as duplas sertanejas – não serão contratados pelo Governo da Paraíba para a programação do São João local.
Com a polêmica nos principais sites de notícias da Paraíba e do Brasil, com seu nome entre os dez assuntos mais comentados do twitter, Chico César foi vítima e vilão, ganhou mais respeito por alguns e insultos por outros. E, pasmem, ganhou um bom número de internautas que declararam sequer conhecer esse “tal Chico César”! Os argumentos contrários à declaração do cantor se baseiam na vontade popular: se o povo gosta, dê a ele todo lixo em forma de canção, dancinhas e gritinhos.
O argumento é frágil e pouco convincente. Se assim fosse, que tal ampliarmos a discussão para outras áreas. Se o povo gosta de fumar, libera o cigarro; se o povo gosta de acelerar, libera essa besteira de limite de velocidade nas ruas; se há pais que não acham necessário matricular seus filhos em uma escola (melhor levá-los para pedir um trocado nos semáforos), deixe que eles, como pais decidam. Parece exagero? Sim, mas não é. A música é, sim, um instrumento de mudança social. Aliás, qualquer forma de arte possui essa capacidade.
Então, quando eu relego a décimo plano uma música que nos identifica como povo, que fala a língua do Nordeste, que nos remete a memórias ancestrais dos nosso pais, avós, que valoriza as pessoas, as relações, mesmo os embates históricos, as lembranças de uma trajetória nordestina – seja cantando um pássaro ou um lamento do homem sertanejo, seja narrando o despertar da adolescência da menina do interior ou uma disputa engraçada de embolada -, estou lançando toda essa carga de história aos resíduos memoriais.
Não, não se trata de alienação ou de direcionamento do que eu devo ou não ouvir. Trata-se, sim, de respeitar o povo a quem ele – Chico César – serve. Caso contrário, há quem concorde em pagar caro por artistas que elevem em suas canções o machismo exacerbado, o xingamento gratuito, a insinuação de pedofilia, a exposição de mulheres como pedaços de carne rebolando sobre um palco, sendo desejadas de forma tão obscena que se torna vergonhoso por se dar em espaço público, que traz em suas letras refrões do tipo “vem molhar o meu corpo, quero ver se vai resistir o que tenho aqui”, “o meu bolso é minha guia, a bebida é a razão”, “eu juro não vou sossegar - se você não me der, desculpa, eu vou roubar”? Tem mais: “Vai começando na cabeça/ Vai descendo pro queixinho/ Menina gostosinha, eu sou o seu neguinho/ Alisando, alisando, esse lindo umbiguinho/ Se você não aguenta fale assim pra mim: Ai painho, a-a-ai painho.”
Atenção, críticos e suas metralhadoras giratórias. É isso que vocês estão defendendo? Não se trata, aqui, simplesmente de arte. Trata-se de comportamento, respeito, o mínimo de coerência. Porque quando um “painho” estupra a própria filha ficamos todos revoltados. Porém, quando um “artista” canta isso, insere uma voz de criança para cantar “a-a-ai painho” ninguém se constrange ou se indigna? É isso mesmo? Chico César é um artista que está secretário. Não cabe aqui avaliar sua atuação administrativa, mas esse é o mesmo homem que escreveu, na canção-desabafo “Odeio Rodeio”: Me tira a calma, me fere a alma, me corta o coração. É bom pro mercado de disco e de gato, laranja e trator / Mas quem corta a cana não pega na grana, não vê nem a cor.
Palavras de Chico, como secretário: “Nunca nos passou pela cabeça proibir ou sugerir a proibição de quaisquer tendências. Quem quiser tê-los que os pague, apenas isso. São muitas as distorções, admitamos. Não faz muito tempo vaiaram Sivuca em festa junina paga com dinheiro público aqui na Paraíba porque ele, já velhinho, tocava sanfona em vez de teclado e não tinha moças seminuas dançando em seu palco. Vaias também recebeu Geraldo Azevedo porque ele cantava Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro em festa junina financiada pelo governo aqui na Paraíba, enquanto o público, esperando a dupla sertaneja, gritava "Zezé cadê você? Eu vim aqui só pra te ver".”
Dizem que Chico César está sendo intolerante. Talvez devêssemos nós, como “baluartes” da dignidade, nos colocarmos de forma a não tolerar mais certas manifestações “culturais” que nos enfiam goela abaixo valores distorcidos em forma de canções “divertidas”. Não sou preto na pele, não sou musicalmente talentoso como nosso secretário de Cultura, mas aproveito alguns poucos fios de cabelo que agrisalham minha cabeça para cantar com Chico:
Respeitem meus cabelos, brancos
Chegou a hora de falar
Vamos ser francos
Pois quando um preto fala
O branco cala ou deixa a sala
Com veludo nos tamancos.
[Texto publicado na coluna #CotidianaMente, do Jornal A União, em 20/04/2011]
Henrique França [@RiqueFranca]
Francisco César Gonçalves é um sertanejo destemido e sensível. O cara cresceu no burburinho cultural brasileiro-nordestino, tornou-se um irreverente e talentoso cantor, encantou o mundo com suas canções e acabou na vida administrativa. Hoje, secretário de Cultura da Paraíba, Chico César mostra que, apesar das assinaturas e burocracia necessárias ao cargo que exerce, permanece um dom Quixote da cultura do Nordeste, sua terra, sua gente, seu valor.
Negro, de família humilde, sertaneja, fora dos padrões emburrecidos de “beleza”, Chico tem na palavra sua espada. E com ela vence batalhas, apesar de fazê-lo diante da impossibilidade de ferir um ou outro. Esses dias, o nome de Chico César voltou a provocar reações positivas e negativas, depois que o secretário declarou que grupos musicais que destoantes da tradição musical nordestina – as bandas de forró de plástico ou as duplas sertanejas – não serão contratados pelo Governo da Paraíba para a programação do São João local.
Com a polêmica nos principais sites de notícias da Paraíba e do Brasil, com seu nome entre os dez assuntos mais comentados do twitter, Chico César foi vítima e vilão, ganhou mais respeito por alguns e insultos por outros. E, pasmem, ganhou um bom número de internautas que declararam sequer conhecer esse “tal Chico César”! Os argumentos contrários à declaração do cantor se baseiam na vontade popular: se o povo gosta, dê a ele todo lixo em forma de canção, dancinhas e gritinhos.
O argumento é frágil e pouco convincente. Se assim fosse, que tal ampliarmos a discussão para outras áreas. Se o povo gosta de fumar, libera o cigarro; se o povo gosta de acelerar, libera essa besteira de limite de velocidade nas ruas; se há pais que não acham necessário matricular seus filhos em uma escola (melhor levá-los para pedir um trocado nos semáforos), deixe que eles, como pais decidam. Parece exagero? Sim, mas não é. A música é, sim, um instrumento de mudança social. Aliás, qualquer forma de arte possui essa capacidade.
Então, quando eu relego a décimo plano uma música que nos identifica como povo, que fala a língua do Nordeste, que nos remete a memórias ancestrais dos nosso pais, avós, que valoriza as pessoas, as relações, mesmo os embates históricos, as lembranças de uma trajetória nordestina – seja cantando um pássaro ou um lamento do homem sertanejo, seja narrando o despertar da adolescência da menina do interior ou uma disputa engraçada de embolada -, estou lançando toda essa carga de história aos resíduos memoriais.
Não, não se trata de alienação ou de direcionamento do que eu devo ou não ouvir. Trata-se, sim, de respeitar o povo a quem ele – Chico César – serve. Caso contrário, há quem concorde em pagar caro por artistas que elevem em suas canções o machismo exacerbado, o xingamento gratuito, a insinuação de pedofilia, a exposição de mulheres como pedaços de carne rebolando sobre um palco, sendo desejadas de forma tão obscena que se torna vergonhoso por se dar em espaço público, que traz em suas letras refrões do tipo “vem molhar o meu corpo, quero ver se vai resistir o que tenho aqui”, “o meu bolso é minha guia, a bebida é a razão”, “eu juro não vou sossegar - se você não me der, desculpa, eu vou roubar”? Tem mais: “Vai começando na cabeça/ Vai descendo pro queixinho/ Menina gostosinha, eu sou o seu neguinho/ Alisando, alisando, esse lindo umbiguinho/ Se você não aguenta fale assim pra mim: Ai painho, a-a-ai painho.”
Atenção, críticos e suas metralhadoras giratórias. É isso que vocês estão defendendo? Não se trata, aqui, simplesmente de arte. Trata-se de comportamento, respeito, o mínimo de coerência. Porque quando um “painho” estupra a própria filha ficamos todos revoltados. Porém, quando um “artista” canta isso, insere uma voz de criança para cantar “a-a-ai painho” ninguém se constrange ou se indigna? É isso mesmo? Chico César é um artista que está secretário. Não cabe aqui avaliar sua atuação administrativa, mas esse é o mesmo homem que escreveu, na canção-desabafo “Odeio Rodeio”: Me tira a calma, me fere a alma, me corta o coração. É bom pro mercado de disco e de gato, laranja e trator / Mas quem corta a cana não pega na grana, não vê nem a cor.
Palavras de Chico, como secretário: “Nunca nos passou pela cabeça proibir ou sugerir a proibição de quaisquer tendências. Quem quiser tê-los que os pague, apenas isso. São muitas as distorções, admitamos. Não faz muito tempo vaiaram Sivuca em festa junina paga com dinheiro público aqui na Paraíba porque ele, já velhinho, tocava sanfona em vez de teclado e não tinha moças seminuas dançando em seu palco. Vaias também recebeu Geraldo Azevedo porque ele cantava Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro em festa junina financiada pelo governo aqui na Paraíba, enquanto o público, esperando a dupla sertaneja, gritava "Zezé cadê você? Eu vim aqui só pra te ver".”
Dizem que Chico César está sendo intolerante. Talvez devêssemos nós, como “baluartes” da dignidade, nos colocarmos de forma a não tolerar mais certas manifestações “culturais” que nos enfiam goela abaixo valores distorcidos em forma de canções “divertidas”. Não sou preto na pele, não sou musicalmente talentoso como nosso secretário de Cultura, mas aproveito alguns poucos fios de cabelo que agrisalham minha cabeça para cantar com Chico:
Respeitem meus cabelos, brancos
Chegou a hora de falar
Vamos ser francos
Pois quando um preto fala
O branco cala ou deixa a sala
Com veludo nos tamancos.
[Texto publicado na coluna #CotidianaMente, do Jornal A União, em 20/04/2011]
Lutando a boa luta
Chico César esclarece apoio a eventos juninos.
Em nota, secretário justifica a negação de apoio financeiro a “forró de plástico”
O secretário de Estado da Cultura da Paraíba, Chico César, emitiu nota nesta segunda-feira (18), esclarecendo que o objetivo do Governo não é proibir ou impedir que eventos sejam organizados com tendências musicais diversas, mas sim, direcionar os recursos públicos para incentivar o fortalecimento e o resgate da cultura paraibana e nordestina.
A resposta do secretário se dá devido a uma declaração sua de que o Governo do Estado não iria patrocinar, no São João deste ano, as chamadas ‘bandas de forró de plástico’
Abaixo segue na íntegra a nota do secretário:
“Tem sido destorcida a minha declaração, como secretário de Cultura, de que o Estado não vai contratar nem pagar grupos musicais e artistas cujos estilos nada têm a ver com a herança da tradição musical nordestina, cujo ápice se dá no período junino. Não vai mesmo. Mas nunca nos passou pela cabeça proibir ou sugerir a proibição de quaisquer tendências. Quem quiser tê-los que os pague, apenas isso. O Estado encontra-se falto de recursos e já terá inegáveis dificuldades para pactuar inclusive com aqueles municípios que buscarem o resgate desta tradição.
São muitas as distorções, admitamos. Não faz muito tempo vaiaram Sivuca em festa junina paga com dinheiro público aqui na Paraíba porque ele, já velhinho, tocava sanfona em vez de teclado e não tinha moças seminuas dançando em seu palco. Vaias também recebeu Geraldo Azevedo porque ele cantava Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro em festa junina financiada pelo governo aqui na Paraíba, enquanto o público, esperando a dupla sertaneja, gritava "Zezé cadê você? Eu vim aqui só pra te ver".
Intolerância é excluir da programação do rádio paraibano (concessão pública) durante o ano inteiro, artistas como Parrá, Baixinho do Pandeiro, Cátia de França, Zabé da Loca, Escurinho, Beto Brito, Dejinha de Monteiro, Livardo Alves, Pinto do Acordeon, Mestre Fuba, Vital Farias, Biliu de Campina, Fuba de Taperoá, Sandra Belê e excluí-los de novo na hora em que se deve celebrar a música regional e a cultura popular”.
Em nota, secretário justifica a negação de apoio financeiro a “forró de plástico”
Postado por Juliana Freire em Cultura , dia 18/04/2011 às 17:50h
Fonte: assessoria
O secretário de Estado da Cultura da Paraíba, Chico César, emitiu nota nesta segunda-feira (18), esclarecendo que o objetivo do Governo não é proibir ou impedir que eventos sejam organizados com tendências musicais diversas, mas sim, direcionar os recursos públicos para incentivar o fortalecimento e o resgate da cultura paraibana e nordestina.
A resposta do secretário se dá devido a uma declaração sua de que o Governo do Estado não iria patrocinar, no São João deste ano, as chamadas ‘bandas de forró de plástico’
Abaixo segue na íntegra a nota do secretário:
“Tem sido destorcida a minha declaração, como secretário de Cultura, de que o Estado não vai contratar nem pagar grupos musicais e artistas cujos estilos nada têm a ver com a herança da tradição musical nordestina, cujo ápice se dá no período junino. Não vai mesmo. Mas nunca nos passou pela cabeça proibir ou sugerir a proibição de quaisquer tendências. Quem quiser tê-los que os pague, apenas isso. O Estado encontra-se falto de recursos e já terá inegáveis dificuldades para pactuar inclusive com aqueles municípios que buscarem o resgate desta tradição.
São muitas as distorções, admitamos. Não faz muito tempo vaiaram Sivuca em festa junina paga com dinheiro público aqui na Paraíba porque ele, já velhinho, tocava sanfona em vez de teclado e não tinha moças seminuas dançando em seu palco. Vaias também recebeu Geraldo Azevedo porque ele cantava Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro em festa junina financiada pelo governo aqui na Paraíba, enquanto o público, esperando a dupla sertaneja, gritava "Zezé cadê você? Eu vim aqui só pra te ver".
Intolerância é excluir da programação do rádio paraibano (concessão pública) durante o ano inteiro, artistas como Parrá, Baixinho do Pandeiro, Cátia de França, Zabé da Loca, Escurinho, Beto Brito, Dejinha de Monteiro, Livardo Alves, Pinto do Acordeon, Mestre Fuba, Vital Farias, Biliu de Campina, Fuba de Taperoá, Sandra Belê e excluí-los de novo na hora em que se deve celebrar a música regional e a cultura popular”.
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