quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Revolução Flor de Jabuticaba

Em breve, no Brasil, teremos mais uma revolução, do tipo daquelas revoluções tão ao gosto da classe média e da burguesia tupiniquim. Poderá ser chamada de “Revolução da Flor de Jabuticaba”. Começará nas ruas, defendendo um valor mais baixo da passagem  do transporte público - se ainda existir - e terminará em um belo jantar no Coco Bambu Lago Sul em Brasília/DF.

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

A esquerda e o bozonazifascismo no Brasil

Parcela preponderante dos cristãos evangélicos neopentecostais, cristãos católicos conservadores e agentes econômicos crivados por ideias e ideais que remontam às origens do capitalismo e à expansão colonial e imperialista branco europeia dos séculos XVIII/XIX, são a base explícita do nazismo no Brasil, manipulada pela extrema direita cuja expressão maior é o bozonazifascismo.

A esquerda erra ao se esforçar por fazer um discurso e por ter uma prática que insistem na composição e aglutinação de forças contra um mal que ignora a raiz e as possibilidades de expansão, por insistir em não levar em conta a experiência histórica das sociedades, alemãs e italianas, perpassadas pelo nazismo e pelo fascismo.

Mas isso não é só um problema da esquerda, pois aquelas forças que se colocam ao centro e à direita também participam da mesma postura irresponsável.

Como dizia o teólogo protestante alemão Martin Niemöller (1892-1984):

“Um dia, vieram e levaram meu vizinho, que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho, que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei. No terceiro dia, vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram. Já não havia mais ninguém para reclamar.”

Quem foi Martin Niemöller? Um teólogo protestante que flertou com o nazismo nos primeiros tempos. Quando sacou quem era Hitler e o que queria, desejou por um pouco de juízo e sensatez na cabeça do líder nazista. Não rolou. Foi aí que Martin Niemöller, percebendo do que se tratava o nazismo, foi para a oposição aberta. Em 1938 foi processado pelo governo nazista e enviado para o campo de concentração de Dachau. Lá permaneceu até o fim da guerra. 

No Brasil, as forças políticas de Direita que se dizem de Centro, e as forças políticas de Centro que se dizem progressistas, ambas oportunistas pela própria natureza e prática, tem adotado o mesmo comportamento do teólogo Martin Niemöller, que sonhou e se iludiu com o discurso do facinora alemão que misturava em seu discurso temas como amor à pátria, cristianismo, anticorrupção, valorização da família e uma nação forte, rica e próspera a partir da luta contra “inimigos internos”, à época, as minorias (judeus, ciganos, negros, Testemunhas de Jeová, homossexuais, etc.).

Assim, possibilitam que autoritarismo nasça , se desenvolva e frutifique no seio da própria democracia, algo que já está se tornando comum no continente e em outras regiões do mundo.

Mas a esquerda não está imune a essa situação. Ela também corrobora do comportamento da Direita e do Centro no Brasil, face a essa situação drástica do avanço do bozonazifascismo, pois não adota uma postura, de fato, radical: radical na denúncia e no enfrentamento político, midiático e, acrescentaria, físico.