quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O Samba Paulista e brasileiro está de luto.

Faleceu, no dia de hoje, Toniquinho Batuqueiro.


Conforme disse Amadou Hampaté Bâ: 

Na África, cada velho que morre é uma biblioteca que se queima.


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Projeto Samba de Terreiro de Mauá na Ação Educativa.


Há mais de 8 anos o Projeto Terreiro de Mauá e cultua sambas antigos que muitos desconhecem.


Data: 02/09/2011.

Horário: 19h00.

Local: Ação Educativa.

Endereço: Rua General Jardim, 660 - Vila Buarque/SP.

Entrada: Na faixa!

Projeto Música Para Todos


Violonistas: Duo, formado Renato Anesi e Thomas Howard.

Data: 03/09/2011.

Horário: 21h00.

Local: Teatro Coletivo.

Endereço: Rua da Consolação, 1623 – Consolação/SP.

Informações: (11) 3255-5922.

Entrada: na faixa. O ingresso deve ser retirado meia hora antes do início da apresentação.

Projeto Vinagrete


Data: 03/09/2011.

Local: MISCELÂNEA CULTURAL – Abertura: 23h00.

Endereço: Rua Alvaro Anes, 91 – Pinheiros/SP.

Entrada: R$ 10,00 até meia-noite, Após R$ 15,00.



Parabéns, mas fique alerta, pois: “Quem não for belo aos vinte anos, forte aos trinta, esperto aos quarenta e rico aos cinquenta, não pode esperar ser tudo isso depois.” (Martinho Lutero)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

STF publica decisão que declarou legal o piso nacional dos professores


STF confirmou que piso nacional deve ser interpretado como vencimento básico, sem gratificações e outros adicionais

Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou nesta quarta-feira, 24, o acórdão do julgamento ocorrido em abril que reconheceu a constitucionalidade da lei que criou o piso nacional do magistério. Alguns governos estaduais e prefeituras estavam aguardando a publicação do acórdão para se adequar à legislação. A Lei do Piso foi sancionada em 2008 e determinou que nenhum professor da rede pública com formação de nível médio e carga horária de 40 horas semanais pode ganhar menos de R$ 950 por mês. Com a correção, o valor do piso este ano passou para R$ 1.187. Quando a lei foi aprovada, cinco governadores entraram no STF questionando a constitucionalidade do piso nacional. Este mês, professores de 21 estados pararam as atividades para exigir o cumprimento da lei. Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), “a decisão do STF, tão aguardada por milhões de trabalhadores em educação, torna incontestável qualquer opinião que desafie a constitucionalidade e a aplicação imediata da lei”.



Prefeituras sem dinheiro. O STF confirmou, no julgamento, que o piso nacional deve ser interpretado como vencimento básico, isto é, sem gratificações e outros adicionais. As prefeituras alegam que não têm dinheiro para garantir o salário de acordo com o que determina a lei. Levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) com 1.641 prefeituras mostra que, considerando o piso como vencimento inicial, a média salarial paga a professores de nível médio variou, em 2010, de R$ 587 a R$ 1.011,39. No caso dos docentes com formação superior, os salários variaram entre R$ 731,84 e R$ 1.299,59. Outro levantamento, feito pela CNTE com os sindicatos filiados, mostrou que 17 estados não pagam aos professores o valor mínimo estabelecido em lei. Não há levantamento sobre o cumprimento da lei nas redes municipais. Estados e municípios podem pedir ao Ministério da Educação uma verba complementar para estender o piso nacional à todos os professores. Para conseguir o dinheiro, é preciso comprovar que aplica 25% da arrecadação em educação, como prevê a Constituição Federal, e que o pagamento do piso desequilibra as contas públicas. O MEC tem R$ 1 bilhão disponíveis para este fim, mas, desde que a lei foi criada, nenhuma das prefeituras que solicitaram a complementação de recursos cumpriu as exigências necessárias para receber o dinheiro.

Fonte: O Estado de São Paulo, 24/08/2011 - São Paulo SP

CONVOCAÇÃO PARA AUDIÊNCIA PÚBLICA NA ALESP – DIREITOS HUMANOS - 29 de Agosto/2011

Na próxima, segunda-feira, 29 de agosto, às 14 horas, no Auditório Franco Montoro, da Assembleia Legislativa, acontecerá uma audiência pública com a ministra Maria do Rosário Nunes, da Secretaria Especial de Direitos Humanos e Ângela Guimarães, Secretária Adjunta Nacional de Políticas para Juventude. A audiência será realizada pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Cidadania, da Participação e das Questões Sociais e SOS Racismo. Entre os temas tratados na ocasião, serão discutidos a Comissão da Verdade, a repressão contra a Juventude, a questão afrodescendente, indígena e os quilombolas. O Movimento Mães de Maio, a criminalização no campo, o abandono da cultura popular e os ataques homofóbicos também serão tratados na audiência pública. O evento terá como convidados entidades da sociedade civil e do movimento social organizado, além de entidades envolvidas com os Direitos Humanos:


Coletivo de Mulheres pela Verdade e Justiça;

Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos;

Núcleo de Preservação da Memória Política;

Grupo Tortura Nunca Mais;

Movimento Nacional de Direitos Humanos;

Fórum de ex-Presos Políticos;

Condepe – Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana;

Comissão de Justiça e Paz;

Associação Nelson Werneck Sodré;

Comissão Justiça e Paz;

Grupo LGBTT;



Conclamamos a todas entidades e organizações que atuam em defesa dos direitos humanos e atuam no combate ao racismo para participarem desta audiência.



Dia 29 de agosto, segunda-feira

Local: Auditório Franco Montoro, na Assembléia Legislativa

Horário: 14 horas



Informações:

Comissão de Direitos Humanos: 3886-6014 – e-mail: cdd@al.sp.gov.br

Gab. Deputado Adriano Diogo: 3886-6845 – e-mail: adrianodiogopt@yahoo.com.brGab.

Deputada Leci Brandão: 3886.6790 – e-mail: lecibrandao@al.sp.gov.br

SOS Racismo: 3886-6299 – e-mail: sosracismo@sp.gov.br

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Quatro a Zero – Música Instrumental



Dia: 13/8
Horário: 20h00
Local: Teatro da Escola SENAI Mario Amato (SESI São Bernardo do Campo)
Endereço: Av. José Odorizzi, 1555 – Assunção - São Bernardo do Campo/SP
Informações: (11) 4109-9499
Entrada franca

Choro Trio



Local: Flores na Varanda - Café Cultural
Dia: 20/08
Horário: 19h30
Endereço: Rua Camilo , 455 V. Romana - Lapa,SP
Informações: (11) 3674-8446
R$ - Não informado

Dona Inah homenageia Nelson Cavaquinho, que estaria completando 100 anos em 2011.



Dia: 18/08
Horário: 21h30
Local: Bar Templo
Endereço: Rua Guaimbé, 322 - Mooca - São Paulo
Informações: (11) 2601-1441

R$ 25,00

Anaí Rosa e A Sambíssima Trindade



Dia: 14/08 – Domingo
Horário: 16h30
Grátis
Local: Sesc Osasco
Endereço: Av. Sport Club Corinthians Paulista, 1.300 - Jardim das Flores – Osasco/SP
Informações: (11) 3184-0900

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

09 de Agosto - Dia Internacional dos Povos Indígenas.

Dia 09 de Agosto é comemorado o Dia Internacional dos Povos Indígenas.


Essa data diferentemente do dia 19 de Abril, foi uma conquista dos Povos Indígenas do mundo todo. É o dia em que há mais de vinte anos, chegou pela primeira vez, um Índio para reclamar seus direitos na sede da ONU.

Vamos nós brasileiros lembrar que o Dia do Índio não pode ser uma concessão do Estado Brasileiro ou do branco, mas uma data onde possamos realmente refletir os mais de 500 anos de opressão e os novos desafios da modernidade, as crises ambientais, a pobreza que começa a cercar nossas aldeias e o futuro da nossa juventude que quer ir para a Universidade, quer Emprego, quer Celular, Computador, Futebol... etc...

A comemoração é porque somos os verdadeiros donos da Terra. Não vamos deixar que esse dia se reduza a inauguração de exposição ou uma saudação governamental...

No Brasil éramos donos de tudo, mas diante da miséria do homem branco aceitamos primeiros os portugueses, os africanos, os holandeses, os franceses e agora, árabes, judeus, asiáticos e outros povos que vivem com qualidade de vida e paz que não tinham em suas terras.

Nós Povos Indígenas somos fortes, mas temos que aprender a usar essa força para nossa autonomia econômica (gestão territorial), afirmação da identidade cultural e respeito ao Grande Espírito e a Mãe Terra.

Vamos mostrar isso e compartilhar isso com o Brasil do sonho indígena onde o respeito é mútuo e a dignidade é de todos!

Marcos Terena
Coordenador Indigena - RIO+20

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Wilson Batista (Wilson Batista de Oliveira)

Wilson Batista - Compositor. Cantor.
3/7/1913 Campos/RJ - 7/7/1968 Rio de Janeiro/RJ

Filho de um humilde pintor de paredes, funcionário da guarda municipal de Campos, RJ, João Batista de Oliveira e Isaurinha Alves de Oliveira. O gosto pela música veio da convivência com o tio, Ovídio Batista, que tocava vários instrumentos e era maestro da banda "Lira de Apolo", em Campos.

Fez sua estréia como músico, batendo triângulo na banda do tio. Participou, ainda em sua cidade natal, do bloco "Corbeille de flores", para o qual compôs várias músicas. Era mulato, tinha 1,65 m de altura, cabelos ondulados e rosto fino. Chegou a cursar o Instituto de Artes e Ofícios de Campos, buscando habilitar-se no ofício de marceneiro. Não teve oportunidade de adquirir muita instrução. Assinava o nome com grande esforço. Quando era solicitado a escrever um bilhete, a situação ficava mais difícil. No entanto, era capaz de fazer um poema com grande facilidade.

Em 1929, mudou-se sozinho para o Rio de Janeiro tentar ganhar a vida como compositor indo morar por algum tempo com um tio que era gari. Tinha dificuldades de se adaptar a empregos. Chegou a trabalhar como acendedor de lampiões na Light, logo que chegou à capital do país, mas por pouco tempo. Seu sonho era vencer como compositor de sambas. Foi um boêmio inveterado. Logo que chegou ao Rio, ainda adolescente, passou a freqüentar o Mangue, zona da prostituição e os cabarés e cassinos do famoso bairro da Lapa. Foi ali que o jovem travou contato com a vida boêmia e musical da cidade. Gostava de se divertir, das mulhers e de ouvir música. Ao começo nunca foi de beber e nem era chegado ao jogo de azar. Descobriu, logo depois, a Praça Tiradentes, com seus teatros. Na década de 1930, um dos grandes mercados para compositores e músicos era o teatro musicado, de revista. Um dos pontos onde os profissionais de teatro se reuniam era a Leiteria Dom Pedro I e o Café Carlos Gomes, na Praça Tiradentes. Foi nesse local que conheceu muitos personagens da música popular daquele tempo: Roberto Martins, Nássara, Ataulfo Alves, Antônio Almeida, Geraldo Pereira, Jorge Faraj e tantos outros.

Era um contumaz vendedor de sambas e não tocava nenhum instrumento, embora fosse afinado, a não ser sua caixinha-de-fósforos. Foi casado e tornou-se pai de dois filhos, embora a vida boêmia o levasse a ficar até três dias sem aparecer em casa, para desespero da esposa. Foi morador da Ilha de Paquetá e costumava chamar a todos de "Major", fazendo o pedido de costume: "Tem um dinheirinho aí pro Cabo Wilson?".

Viveu em meio à boemia, até o coração adoecer. Apesar da fama e do sucesso alcançado ao longo de sua carreira, morreu pobre. No fim da vida, quando encontrava um velho companheiro fazia o pedido de sempre: "Posso apanhar um dinheirinho com você, Major?". Faleceu no Hospital Sousa Aguiar, no Centro do Rio de janeiro, no dia 7 de julho de 1968, quatro dias depois de completar 55 anos. Os amigos liderados por R. C. Albin se cotizaram para levar o corpo para a Capela Santa Terezinha, ao lado do Hospital e em frente à Praça da República. No dia seguinte levaram o corpo para o cemitério do Catumbi e o sepultaram somente quando o sol se pôs. Dias antes, o Museu da Imagem e do Som tentara gravar seu depoimento. Doente, ele resistia à idéia do depoimento, quase implorando a Ricardo Cravo Albin, então diretor do MIS: "Ricardo, você não vê que não tenho voz para contar tudo o que eu quero...". Ainda assim, deixou gravado o último samba, sem nome, só assobiado e com o ritmo simples e sincopado de sua caixinha-de-fósforos, além de uma então música inédita homenageando Nelson Cavaquinho.

Começou a carreira, freqüentando os cabarés da Lapa, RJ, onde fez amizade com os irmãos Meira, malandros de má fama da época. Por causa dessa amizade, chegou a ser preso várias vezes. Logo depois, conseguiu ingressar no ambiente artístico, empregando-se como eletricista e ajudante de contra -regra no Teatro Recreio, na Praça Tiradentes. A casa vivia cheia, com as peças de Aracy Cortes e Margarida Max. Fez o primeiro samba aos 16 anos, "Na estrada da vida", que para sua alegria, foi cantado no Teatro Recreio pela própria estrêla Aracy Cortes, na época a cantora popular mais famosa da então capital da República.

Em 1932, teve sua primeira composição gravada, o samba "Por favor vai embora", parceria com Benedito Lacerda e Osvaldo Silva lançado por Patrício Teixeira na Victor. Em 1933, teve gravados os sambas "Desacato", com P. Vieira, registrado por Francisco Alves, Castro Barbosa e Murilo Caldas na Odeon e que se tornou seu primeiro sucesso; "Eu vivo sem destino", com Sílvio Caldas e Osvaldo Silva, lançado por Sílvio Caldas; "Na estrada da vida", gravado por Luiz Barbosa e a batucada "Barulho no beco", lançada por Almirante, as três últimas, na Victor. Nesse ano, Sílvio Caldas gravou na RCA Victor o samba "Lenço no pescoço", que iniciaria uma famosa polêmica musical travada com Noel Rosa. Com letra que fazia a apologia da malandragem, o samba traçava o retrato perfeito do malandro carioca daquele período: "Meu chapéu de lado/ Tamanco arrastando/ Lenço no pescoço/ Navalha no bolso/ Eu passo gingando/Provoco desafio/ Eu tenho orgulho de ser vadio/ Sei que eles falam desse meu proceder/ Eu vejo quem trabalha andar no miserê". Também nessa época, atuou como crooner de um conjunto de subúrbio, a Orquestra de Romeu de Malaguta. Nesse período, era um assíduo freqüentador da "Esquina do Pecado", reduto dos sambistas em início de carreira, uma espécie de Café Nice dos pobres. Ele era um sambista da vertente da malandragem, da vadiagem, da orgia, da gandaia. Os freqüentadores do Café Nice representavam o sambista respeitável, boêmio, mas, profissional.

Pouco tempo depois, Noel Rosa escreveu o samba "Rapaz folgado" como resposta à exaltação da malandragem feita em "Lenço no pescoço". A polêmica teve continuidade com seu samba "Mocinho da Vila". Em 1934, Noel Rosa respondeu com o samba "Feitiço da Vila" que teve como resposta o samba "Conversa fiada", respondido por Noel Rosa com o samba "Palpite infeliz". Nesse ano, teve gravados os samba "Cadê a fantasia", parceria com Valfrido Silva, por Almirante e "Está no meu caderno", com Benedito Lacerda e Osvaldo Silva, por Mário Reis, ambos na Victor. No ano seguinte,o Bando da Lua gravou na Victor o samba "Raiando", com Murilo Caldas, que por sua vez, gravou na Columbia a marcha "Se você morrer", com Roberto Martins. Deu ainda sequência à polêmica com Noel Rosa com mais dois sambas, "Frankenstein da Vila" e "Terra de cego", que acabaram não recendo resposta. Apesar dessa polêmica, acabou ficando amigo de Noel Rosa.

Em 1936, com Erasmo Silva, que ele considerava um sósia seu, constituiu a dupla "Verde e Amarelo" que chegou a gravar dez disco em 78 rpm. Fizeram temporada de três meses em Buenos Aires, Argentina, junto com a orquestra "Os Almirantes Jonas". De volta ao Brasil, ficaram um ano em São Paulo, onde gravaram o primeiro disco, com as Irmãs Vidal, pela Columbia, com as músicas "Adeus, adeus", de Francisco Alves e Frazão e "Ela não voltou", dos mesmos autores e mais Aluísio Silva Araújo. Em São Paulo, trabalharam nas rádios Atlântica, de Santos e Record, da capital paulista. Fizeram temporada em Porto Alegre e Pelotas, retornando à São Paulo para trabalharem na Rádio Tupi. Também em 1936, seu samba "Não durmo em paz", com Germano Augusto, foi gravado na Odeon por Carmen Miranda.

EM 1937, gravou com Erasmo Silva o samba "Não devemos brigar". Em 1938, atuando com Erasmo Silva em São Paulo, recebeu uma carta de Sílvio Caldas avisando que a Rádio Mayrink Veiga tinha interesse em contratá-los. Voltaram ao Rio de Janeiro e passaram a atuar naquela rádio com sucesso. Mas ele não pretendia fazer carreira como cantor. Queria mesmo era firmar-se como compositor. Erasmo Silva, percebendo que o parceiro não tinha o mesmo objetivo que ele, decidiu voltar à Argentina, desfazendo a dupla "Verde e Amarelo", que o famoso locutor da rádio, César Ladeira anunciava como tendo "cores diferentes, vozes iguais!". No mesmo ano seguinte, seu samba "O teu riso tem", parceria com Roberto Martins foi lançado pela Odeon na voz de Sílvio Caldas. Conheceu seu primeiro grande sucesso na voz de Moreira da Silva com o samba "Acertei no milher", parceria com Geraldo Pereira gravado na Odeon. Nesse ano, Cinara Rios gravou na Victor o samba "Artigo nacional", com Germano Augusto. Também na Victor, Aracy de Almeida gravou "Brigamos outra vez" e Odete Amaral "Chinelo velho", sambas feitos em parceria com Marino Pinto. Também no mesmo ano, teve gravados na Columbia a marcha "Cowboy do amor", com Roberto Martins, pelos Anjos do Inferno e "Carta verde", samba com W. Silva e A . Lima, gravado por Zilá Fonseca. Nessa época, tinha um "relações públicas", talvez o primeiro a surgir em nossa música popular, o amigo português Germano Augusto, que se tornou parceiro seu parceiro em 14 músicas. Germano era mestre em "descobrir" músicas entre marinheiros freqüentadores da zona do baixo meretrício. Através de Germano, conheceu o bicheiro China, para quem vendeu várias músicas. Quando estava sem dinheiro, procurava o China: "Quer um sambinha barato, Major?". Ainda em 1939, compôs com Ataulfo Alves o samba "Oh! Seu Oscar" gravado por Cyro Monteiro na Victor e que venceu o concurso de músicas para o carnaval, promovido pelo DIP, Departamento de Imprensa e Propaganda, do governo Vargas.

Por volta de 1940, sua temática mudou, por conta de suas novas parcerias, e, principalmente, pela influência de uma portaria do governo que proibia a exaltação da malandragem. Nessa época, elegeu Cyro Monteiro e Aracy de Almeida como seus dois intérpretes favoritos. Com Cyro Monteiro obteve grande sucesso em 1940 com o samba "O bonde de São Januário", parceria com Ataulfo Alves, que tinha uma letra de exaltação ao trabalho e que foi muito cantado no carnaval seguinte, seja com a letra original, seja com a alteração promovida pela população que em lugar de cantar "O bonde São Januário/Vai levar mais um operário/Sou eu que vou trabalhar", passou a cantar: "O bonde São Januário vai levar mais um otário/Pra ver o Vasco apanhar". Teve mais um samba lançado por Aracy de Almeida em 1941, "Eu não sou daqui", parceria com Ataulfo Alves. Nesse ano, fez com Moreira da Silva o samba "Esta noite eu tive um sonho", gravado por Moreira da Silva e com Haroldo Lobo a marcha "Essa vida não é sopa", grabada por Patrício Teixeira. Também no mesmo ano, Vassourinha gravou com grande sucesso na Columbia o samba "Emilia".

Em 1942, teve outra parceria com Ataulfo Alves gravada, o samba "Faz um homem enlouquecer", lançado por Cyro Monteiro na Victor. Nesse ano, Carlos Galhardo gravou o samba "Largo da Lapa", com Marino Pinto; Sílvio Caldas o samba "Meus vinte anos", parceria dos dois e Déo os sambas "No mundo da lua", com Zé da Zilda e "A outra santa", com Jorge de Castro. No ano seguinte, obteve novo grande sucesso com o samba "Louco (Ela é o seu mundo), parceria com Henrique de Almeida gravado por Orlando Silva na Odeon. Também em 1943, teve gravados os sambas "Gosto mais do Salgueiro", parceria com Germano Augusto, por Aracy de Almeida na Odeon; "Fala baiano", com Roberto Martins, lançado pelos Anjos do Inferno na Columbia e "Botões de laranjeira", com Jorge de Castro gravado por Orlando Silva na Odeon.

Em 1944, Carlos Galhardo gravou na Victor o samba "Deus no céu e ela na terr", parceria com Marino Pinto. Também nesse ano, o samba "Como se faz uma cuíca" foi gravado pelos Anjos do Inferno na Victor e a marcha "O mundo às avessas" e o samba "Não tenho juízo", as duas com Haroldo Lobo, por Aracy de Almeida na Odeon. Em 1945, Linda Batista gravou na Victor a marcha "No boteco do José", parceria com Augusto Garcez, e que fazia uma brincadeira com a torcida do Vasco da Gama e que foi grande sucesso do carnaval do ano seguinte.

Teve gravado em 1946, por Aracy de Almeida na Odeon, o samba "Memórias de torcedor", parceria com Geraldo Gomes. A mesma Aracy de Almeida regravou com sucesso nesse ano o samba "Louco (Ela é o seu mundo)"; Carlos Galhardo lançou na Victor o samba "Comício em Mangueira", com Germano Augusto e Orlando Silva gravou na Odeon o samba "Gostei de você", com Arlindo Marques Junior. Três anos depois, conheceu no grande sucesso carnavalesco com a marcha "Pedreiro Valdemar", parceria com Roberto Martins e gravada por Blecaute em novembro do ano anterior. Em novembro de 1949, Jorge Goulart gravou na Continental a marcha "Balzaquiana", cujo título se reporta ao escritor francês Honoré de Balzac, parceria com Nássara e grande sucesso no carnaval do ano seguinte. Ainda em 1949, fez sucesso com o samba "Chico Brito", com Afonso Teixeira gravado por Dircinha Batista na Odeon. Este samba, aliás, foi o primeiro a fazer referência à maconha na MPB.

Em 1950, Dircinha Batista gravou na Odeon a marcha "Pindamonhangaba", com Pedro Caetano. No ano seguinte, a marcha "Pombinha branca", com Nássara foi gravada por Gilberto Milfont na Victor. Na mesma gravadora, o grupo Anjos do Inferno gravou o samba "Olhos vermelhos", com Roberto Martins. Ainda nesse ano, conheceu novo sucesso como samba "Mundo de zinco", parceria com Nássara e gravado por Jorge Goulart na Continental. Em 1952, Nelson Gonçalves lançou na Victor a marcha "Minha linda hindu", parceria com Nássara e os Quatro Azes e Um Coringa o samba "Garota dos discos", com Afonso Teixeira.

A marcha "Um brasileiro em Paris", com Jorge de Castro e o samba "Sistema nervoso", com Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti foram gravadas por Orlando Correia na Todamérica em 1953, mesmo ano em que Emilinha Borba gravou na Continental o "Baião de São Pedro", com Alberto Rego e Nelson Gonçalves na Victor o samba "Datilógrafa", com Jorge Faraj. Roberto Silva gravou em 1955 na Copacabana o samba "Vedete", com Jorge de Castro. Nesse ano, teve mais uma de suas composições de temática sobre o futebol gravada, o "Samba rubro-negro", com Jorge de Castro lançado por Roberto Silva na Copacabana. No ano seguinte com Jorge de Castro e Nássara fez o samba "Vou para Goiás" gravado na Victor por Nelson Gonçalves. Ainda em 1956, as músicas de sua polêmica com Noel Rosa foram reunidas no LP "Polêmica", da gravadora Odeon, interpretadas por Roberto Paiva e Francisco Egídio.

Em 1957, teve gravados o samba "Vagabundo", com Jorge de Castro por Roberto Silva na Copacabana; "Taberna", com Cícero Nunes, por Roberto Luna na Odeon e "Sempre Mangueira", com Jorde de Castro e Nássara, por Jorge Goulart na Continental e a marcha "Uma vaca Vitória", com Jorge Murad, por Jorge Veiga na Continental. Em 1958, Gilberto Alves gravou na Copacabana a marcha "Velhice transviada" e Jorge Goulart na Victor o samba "O último samba", parcerias com Jorge de Castro. Nesse ano, o samba "Rei do futebol", com Jorge de Castro foi gravado por Roberto Silva na Copacabana. No ano seguinte, homenageou o jogador Garrincha, do Botafogo o Rio com a marcha "Mané Garrincha" gravada pela vedete Angelita Martinez.

Em 1961, fez com Jorge de Castro, o principal parceiro da fase final de sua carreira, o samba "A última mulher" gravado por João Dias na Columbia e com Jorge de Castro e Luiz Vanderley o chachacha "Rei Pelé", homenagem ao jogador de futebol Pelé, gravado por Luiz Vanderley na Victor. Dois anos depois a vedete Anilza Leoni gravou no selo Albatroz a marcha "Terezinha", com J. Batista. Em 1968, foi conviado a participar da Bienal do samba em São Paulo, criada pela TV Record, mas sua música acabou chegando atrasada e não foi incluída no Festival. Por solicitação do crítico R. C. Albin, contudo, ele foi homenageado na finalíssima do evento com um pot-pourri dos seus maiores sucessos. Esta seria a última homenagem pública que lhe foi prestada enquanto ainda vivia.

Em 1977, teve os sambas "O bonde São januário", "Oh! Seu Oscar", "Mundo de zinco" e "Louco" regravadas pelo grupo vocal MPB-4 no LP "Antologias volume 2". Em 1979, Paulino da Viola regravou o samba "Chico Brito". Em 1985, foi publicado pela Funarte o livro "Wilson Batista e sua época", de Breno Ferreira Gomes.

Em 1995, Cristina Buarque regravou "Memórias de torcedor" no CD "Estácio e Flamengo 100 anos de samba e amor". Em 1997, a editora Globo, na série "MPB - Compositores" lançou um fascículo e um Cd dedicados a sua obra. Nesse CD estão presentes 12 composições suas, entre as quais, "Sistema nervoso", que havia sido gravado por Simone em seu segundo LP, interpretado por Paulinho Boca de cantor, "Flor da Lapa", por Cristina Buarque, "Meu mundo é hoje", por Eliete Negreiros e "Samba rubro-negro", por Carlinhos Vergueiro.

Obra:

A carta (c/ José Batista) • A conversa dos olhos (c/ Jorge de Castro) • A mão do Alcides (c/ Bento G. F. Gomes e Bruno Ferreira Gomes) • A mulher que eu gosto (c/ Ciro Sousa) • A nova Lapa (c/ José Batista e Antônio B. Freitas) • A respeito de amor (c/ Arnô Canegal) • A última mulher (c/ Jorge de Castro) • A vaca Vitória (c/ Jorge Murad) • A voz do sangue (c/ Valfrido Silva) • Abandonada (c/ Ari Monteiro e Alberto Rego) • Abigail (c/ Orestes Barbosa) • Acertei no milhar (c/ Geraldo Pereira) • Ai, ai que pena (c/ David Nasser) • Ai, ai, meu Deus (c/ Ataulfo Alves) • Ai... Ari (c/ Jorge de Castro) • Amor que maltrata (c/ Jorge de Castro) • Amor-perfeiro (c/ Ataulfo Alves) • Anjo cruel (c/ Alberto Rego) • Anjo dos ares (c/ Jorge de Castro) • Apaguei o nome dela (c/ Jorge de Castro e Haroldo Lobo) • Apesar dos pesares (c/ Jorge de Castro) • Argentina (c/ Newton Teixeira) • Artigo Nacional (c/ Germano Augusto) • As pupilas do seu Bocage (c/ Arnaldo Pais) • Até Jesus (c/ Ataulfo Alves) • Baião de São Pedro (c/ Alberto Rego) • Balzaquiana (c/ Nássara) • Barulho no beco (c/ Osvaldo Silva) • Bastião (c/ Brasinha) • Benedito não é de briga (c/ Germano Augusto) • Boca de siri (c/ Germano Augusto) • Bolha d'água (c/ Jorge de Castro) • Bolinho de cachaça (c/ Jorge de Castro e Antônio Almeida) • Bonjour, meu Rio (c/ Álvaro Matos e Antônio Barbosa Freitas) • Botões de laranjeira (c/ Jorge de Castro) • Brigamos outra vez (c/ Marino Pinto) • Cabelo branco (c/ Orestes Barbosa) • Cabo Laurindo (c/ Haroldo Lobo) • Cadê a fantasia? (c/ Valfrido Silva) • Cadê a Jane? (c/ Erasmo Silva) • Café Nice (c/ Jorge de Castro) • Cala a boca, Etelvina (c/ Antônio Almeida) • Calúnia (c/ Erasmo Silva) • Canção de crianças sem brinquedo (c/ Ari Monteiro) • Candango feliz (c/ Jorge de Castro e Antônio Almeida) • Cansei de chorar • Canta... • Cara boa (c/ Jorge de Castro e Alberto Jesus) • Cara-de-pau (c/ Flora Matos e L. W. de Almeida) • Cara-de-pau (c/ Isaías Ferreira e Átila Nunes) • Carcará chegou (c/ Antônio Barbosa Freitas e W. Levita) • Carmen (c/ Jorge de Castro) • Carta verde (c/ Valfrido Silva e Lima) • Casa vazia (c/ Erasmo Silva) • Casinha pequenina (c/ Murilo Caldas) • Cego de amor (c/ Geraldo Pereira) • Chico Brito (c/ Afonso Teixeira) • Chico Viola (c/ Nássara) • Chinelo velho (c/ Marino Pinto) • Chorei por você (c/ Jorge de Castro) • Cidade de São Sebastião (c/ Nássara) • Cigano (c/ Jorge de Castro) • Cinderela (c/ Jorge de Castro e José Utrini) • Cinzas de amor (c/ Jorge de Castro) • Cocktail de 44 (c/ Haroldo Lobo) • Coisas do destino • Coisas nossas (c/ Jorge de Castro) • Com açúcar (c/ Darci de Oliveira) • Comício em Mangueira (c/ Germano Augusto) • Como se faz uma cuíca (c/ Haroldo Lobo) • Complexo (c/ Magno de Oliveira) • Consuelo (c/ José Batista) • Conversa de mercadinho (c/ Álvaro Matos e Antônio Barbosa Freitas) • Conversa fiada • Copacabana à noite (c/ Jorge de Castro) • Coração otário (c/ José Batista) • Cosme e Damião (c/ Jorge de Castro) • Cowboy do amor (c/ Roberto Martins) • Cupido (c/ Jorge de Castro) • Datilógrafa (c/ Jorge Faraj) • Deixa vir a mim as mulheres (c/ Jorge de Castro) • Depois da discussão (c/ Marino Pinto) • Depois que a saudade passou (c/ Jorge de Castro) • Derrota (c/ José Batista) • Desacato (c/ Murilo Caldas) • Desacato (c/ Paulo Vieira) • Desejo (c/ Jorge de Castro) • Despedida cruel (c/ Álvaro Matos e Antônio Barbosa Freitas) • Despejo (c/ José Batista) • Deus no céu e ela na terra (c/ Marino Pinto) • Dez minutos de amor (c/ Valdemar Gomes) • Dezesseis é leão (c/ José Batista) • Diagnóstico (c/ Germano Augusto) • Direito de sambar (c/ Antônio Barbosa Freitas) • Disse me disse • Doida (c/ Jorge de Castro) • Dolores Sierra (c/ Jorge de Castro) • Don Juan (c/ Bruno Ferreira Gomes) • Dona Elvira (c/ Aldo Cabral) • Drama de amor (c/ Jorge de Castro) • Duas janelas (c/ Jorge Faraj) • Dúvida (c/ Jorge de Castro) • É mato (c/ Alvaiade) • E o cinqüenta e seis não veio (c/ Haroldo Lobo) • É tudo meu (c/ Nássara) • Ela é (c/ Claudionor Cruz) • Elza (c/ Roberto Martins) • Elza (c/ Vicente Longo e Valdemar Camargo) • Emília (c/ Haroldo Lobo) • Essa mulher tem qualquer coisa na cabeça (c/ Cristóvão de Alencar) • Essa vida não é sopa (c/ Haroldo Lobo) • Esta noite eu tive um sonho (c/ Moreira da Silva) • Estás no meu caderno (c/ Benedito Lacerda e Osvaldo Silva) • Eu e o mar (c/ José Batista) • Eu lhe avisei (c/ Alberto Jesus) • Eu não sou daqui (c/ Ataulfo Alves) • Eu sou de Niterói (c/ Ataulfo Alves) • Eu também sou Batista (c/ José Batista) • Eu vivo sem destino (c/ Sílvio Caldas e Osvaldo Silva) • Fala, baiano (c/ Roberto Martins) • Fantoche (c/ Américo Seixas) • Faz um homem enlouquecer (c/ Ataulfo Alves) • Felicíssimo (c/ Alberto Jesus) • Festa em meus olhos (c/ Jorge de Castro) • Filomena, cadê o meu? (c/ Antônio Almeida) • Fim de mundo (c/ Jorge de Castro e José Utrini) • Flerte (c/ Jorge de Castro) • Flor da Lapa (c/ César Brasil) • Foi milagre (c/ Nássara) • Formosa Argentina (c/ Germano Augusto) • Frankenstein da Vila • Ganha-se pouco mas é divertido (c/ Ciro de Sousa) • Garota bossa nova (c/ Antônio Almeida e Jorge de Castro) • Garota dos discos (c/ Afonso Teixeira) • Garota enxuta (c/ Jorge de Castro e Átila Nunes) • Gaúcho bom (c/ Roberto Martins) • Geni (c/ Jorge de Castro e Átila Nunes) • Gênio mau (c/ Rubens Soares) • Gostei de você (c/ Arlindo Marques Júnior) • Gosto mais do Salgueiro (c/ Germano Augusto) • Greve de alegria (c/ Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti) • Grito das selvas (c/ Augusto Garcez) • Guiomar (c/ Haroldo Lobo) • Heloísa (c/ Jorge de Castro e Luís Wanderley) • Hilda (c/ Haroldo Lobo) • Hildebrando (c/ Haroldo Lobo) • História da favela (c/ Nássara) • História da Lapa (c/ Jorge de Castro) • História de criança (c/ Germano Augusto) • Homem marcado (c/ Erasmo Silva) • Imploro uma esmola (c/ Antônio Almeida) • Incompatibilidade (c/ Jorge de Castro) • Índio Perpétuo (c/ Alberto Jesus e Paulinho) • Inimigo do batente (c/ Germano Augusto) • Inocente (c/ Brasinha e Marcleo) • Interessante (c/ Erasmo Silva) • Intriga (c/ Magno de Oliveira) • Já sei (c/ L. Paiva) • João sem teto (c/ Roberto Roberti e Arlindo Marques Júnior) • Juvenal (c/ Jorge de Castro) • Lá vem Mangueira (c/ Jorge de Castro e Haroldo Lobo) • Ladrão de corações (c/ Valfrido Silva) • Lar vazio (c/ Nóbrega de Macedo) • Largo da Lapa (c/ Marino Pinto) • Lavei as mãos (c/ Marino Pinto) • Lenço no pescoço • Levante a moral (c/ Jorge de Castro) • Linda cubana (c/ Jorge de Castro e Jorge Neves Bastos) • Louco (Ela é seu mundo) (c/ Henrique de Almeida) • Louco (c/ Antônio Almeida) • Mãe solteira (c/ Jorge de Castro) • Mais respeito com a Bahia (c/ Luís Wanderley) • Mais uma taça (c/ Jorge de Castro) • Mal-agradecido (c/ Buci Moreira) • Mamãe orando (c/ Paulo Gesta) • Mané Garrincha (c/ Jorge de Castro e Nóbrega de Macedo) • Mangueira, meu berço (c/ Jorge de Castro e Átila Nunes) • Mania da falecida (c/ Ataulfo Alves) • Marcha da fofoca (c/ Jorge de Castro) • Marcha da galinha (c/ Jorge de Castro) • Marcha das fãs (c/ Jorge de Castro) • Marcha do boi (c/ Jorge de Castro) • Marcha do bombeiro (c/ Américo Pires) • Marcha do cau-cau • Marcha do corcundinha (c/ Américo Seixas) • Marcha do J. J. (c/ Jorge de Castro) • Marcha do pião (c/ Jorge de Castro e Nássara) • Margarida (c/ Haroldo Lobo) • Maria da sorte (c/ Nássara) • Maria Isabel (c/ Erasmo Silva) • Mariposa (c/ João da Baiana) • Martírio (c/ Roberto Roberti e Arlindo Marques Júnior) • Matéria plástica (c/ Jair Amorim) • Me dê meu boné (c/ Jorge de Castro) • Meia-noite (c/ José Batista e Brasinha) • Memórias de torcedor (c/ Geraldo Gomes) • Mercador (c/ Ari Monteiro) • Meu assunto é sambar (c/ Lourival Ramos) • Meu drama (c/ Ataulfo Alves) • Meu mundo é hoje (c/ José Batista) • Meu viver (c/ Jorge de Castro e Verinha Falcão) • Meus vinte anos (c/ Sílvio Caldas) • Minha linda hindu (c/ Nássara) • Miss Brasil (c/ Jorge de Castro e Américo Seixas) • Miss Mangueira (c/ Antônio Almeida) • Mocinho da Vila • Mulher do seu Oscar (c/ Ataulfo Alves) • Mundo cruel (c/ Paulo Marques) • Mundo de madeira (c/ Jorge de Castro) • Mundo de zinco (c/ Nássara) • Na base do amendoim (c/ Jorge de Castro) • Na estrada da vida • Não devemos brigar • Não durmo em paz (c/ Germano Augusto) • Não é economia (c/ Haroldo Lobo) • Não era assim (c/ Haroldo Lobo) • Não sei dar adeus (c/ Ataulfo Alves) • Não sou Manuel (c/ Roberto Martins) • Não tenho juízo (c/ Haroldo Lobo) • Não tô charlando (c/ Jorge de Castro) • N-A-O-til, não (c/ Marino Pinto) • Naquela base (c/ Jorge de Castro) • Nasci cansado (c/ Henrique Alves) • Nega Luzia (c/ Jorge de Castro) • No boteco do José (c/ Augusto Garcez) , • No fim da estrada (c/ Nóbrega de Macedo) • No mundo da lua (c/ Zé da Zilda) • No tempo do vintém (c/ Jorge de Castro) • Noite de amor (c/ Jorge de Castro) • Nosso presidente continua (c/ Haroldo Lobo) • O Alberto bronquiou (c/ Haroldo Lobo) • O bom é ele (c/ Alberto Jesus) • O bonde de São Januário (c/ Ataulfo Alves) • O cinzeiro de Zazá (c/ Nássara) • O coração é meu (c/ Erasmo Silva) • O doutor quer falar com você (c/ Alberto Maia) • O gato e o rato (c/ Augusto Garcez e Arnô Canegal) • O homem dos bilhetinhos (c/ Jorge de Castro e Luís Wanderley) • O Juca do pandeiro (c/ Augusto Garcez) • O mundo às avessas (c/ Haroldo Lobo) • O mundo vai se admirar (c/ Erasmo Silva) • O princípio do fim (c/ Jorge de Castro) • O Senhor do Bonfim te enganou (c/ Claudionor Cruz e Pedro Caetano) • O último (c/ Jorge de Castro) • Oh! dona Inês (c/ Marino Pinto) • Oh! seu Oscar (c/ Ataulfo Alves) • Olha a cara desse boneco (c/ Jorge de Castro e Luís Wanderley) • Olha lá um balão (c/ Roberto Martins) • Olho nela (c/ Germano Augusto) • Olhos vermelhos (c/ Roberto Martins) • Outras mulheres (c/ Jorge de Castro) • Papai não vai (c/ Ataulfo Alves) • Parabéns pra você (c/ Roberto Martins) • Parabéns, Rio (c/ Alberto Jesus) • Passou (c/ Magno de Oliveira) • Paulistinha (c/ Osvaldo Morigge) • Pausa para meditação (c/ Américo Seixas) • Pé-de-ouro (c/ Oldemar Magalhães) • Pedreiro Valdemar (c/ Roberto Martins) • Pertinho do céu (c/ Roberto Martins) • Pierrô (c/ Jorge de Castro e Nicolau Durso) • Pindamonhangaba (c/ Pedro Caetano) • Pombinha branca (c/ Nássara) • Por favor, vai embora (c/ Benedito Lacerda e Osvaldo Silva) • Prece ao sol (c/ Jorge de Castro) • Preconceito (c/ Marino Pinto) • Presente do céu (c/ Jorge de Castro) • Quando dei adeus (c/ Ataulfo Alves) • Que papagaio sou eu? (c/ Henrique de Almeida) • Quero evitar (c/ Max Bulhões) • Quero um samba (c/ Valdemar Gomes) • Raiando (c/ Murilo Caldas) • Recado que a Maria mandou (c/ Haroldo Lobo) • Refletindo bem (c/ J. Cascata) • Rei do futebol (c/ Jorge de Castro) • Rei Pelé (c/ Jorge de Castro e Luís Wanderley) • Rio quatrocentão (c/ Luís Wanderley) • Rosalina (c/ Haroldo Lobo) • Rosas Vermelhas (c/ Jorge de Castro) • Sabotagem no morro (c/ Haroldo Lobo) • Samba da lanterna (c/ Jorge de Castro) • Samba do Méier (c/ Dunga) • Samba do tricampeão (c/ Jorge de Castro) • Samba rubro-negro (c/ Jorge de Castro) • Sambei vinte e quatro horas (c/ Haroldo Lobo) • Saudade no sangue (c/ Jorge de Castro) • Saudade (c/ Jorge de Castro e José Utrini) • Saudades (c/ Murilo Caldas) • Se eu fosse pintor (c/ Ataulfo Alves) • Se não fosse eu... (c/ Haroldo Lobo e Jorge de Castro) • Se você morrer (c/ Roberto Martins) • Sempre Mangueira (c/ Jorge de Castro e Nássara) • Senhor açougueiro (c/ Erasmo Silva) • Senhor do Corcovado (c/ Roberto Martins) • Será (c/ Ataulfo Alves) • Sereia de Copacabana (c/ Nássara) • Sinhá-moça (c/ Alberto Rego) • Sistema nervoso (c/ Roberto Roberti) • Skindô (c/ Luís Wanderley) • Só apanho resfriado (c/ Erasmo Silva) • Só para mulheres (c/ Ari Monteiro) • Só vejo você (c/ Roberto Martins) • Sofia Loren (c/ Jorge de Castro) • Sorria (c/ Jorge de Castro) • Sou fã da jovem guarda (c/ Antônio Barbosa Freitas e L. França Santos) • Sou um barco (c/ Alberto Rego) • Suplício (c/ Nóbrega de Macedo e Brasinha) • Tá Maluca (c/ Germano Augusto) • Tá na cara (c/ Carlos Machado) • Taberna (Você me condena) (c/ Cícero Nunes) • Tango do amor (c/ Manuel Cartaz) • Tenho que fugir (c/ Germano Augusto) • Tenor de banheiro (c/ Arnaldo Pais) • Teresinha (c/ José Batista) • Terra boa (c/ Ataulfo Alves) • Terra de cego • Teu riso tem (c/ Roberto Martins) • Tião (c/ Jorge de Castro) • Timidez (c/ Marcleo) • Todo vedete (c/ Jorge de Castro) • Tortura mental (c/ Jorge de Castro) • Trinta e três (c/ Jorge de Castro) • Tu não me dizes (c/ Erasmo Silva) • Um baile na chacrinha (c/ José Batista) • Um brasileiro em Paris (c/ Jorge de Castro) • Um pedaço de mim (c/ Cristóvão de Alencar) • Uma casa brasileira (c/ Everaldo de Barros) • Vagabundo (c/ Jorge de Castro) • Vale mais... (c/ Marino Pinto) • Vedete (c/ Jorge de Castro) • Velhice transviada (c/ Jorge de Castro) • Velho marinheiro (c/ Alberto Ribeiro) • Vinte e cinco anos (c/ Cristóvão de Alencar) • Virou... virou... (c/ Roberto Martins) • Vivaldino (c/ Jorge de Castro e José Utrini) • Você é meu xodó (c/ Ataulfo Alves) • Você já foi a São Paulo? (c/ Jorge de Castro) • Volta para casa, Emília (c/ Antônio Almeida) • Volte, meu amor (c/ Erasmo Silva) • Volúvel (c/ Oldemar Magalhães e César Brasil) • Vou botar no fogo (c/ Nássara) • Vou jogar meu pandeiro fora (c/ Arnô Provenzano e José P. Silva Júnior) • Vou pra Goiás (c/ Jorge de Castro e Nássara) • Vulto (c/ Marino Pinto).


Referências Bibliográficas
• ALBIN, Ricardo Cravo. O livro de ouro da MPB - A História de nossa música popular de sua origem até hoje. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.

• AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982.

• CARDOSO, Sylvio Tullio. Dicionário biográfico da música popular. Rio de Janeiro: Edição do autor, 1965.

• GOMES, Breno Ferreira. Wilson Batista e sua época. Rio de Janeiro: Funarte, 1985.

• MARCONDES, Marcos Antônio. (ED). Enciclopédia da Música popular brasileira: erudita, folclórica e popular. 2. ed. São Paulo: Art Editora/Publifolha, 1999.

• SEVERIANO, Jairo e MELLO, Zuza Homem de. A canção no tempo. Volume1. São Paulo: Editora: 34, 1999.

• VASCONCELOS, Ari. Panorama da música popular brasileira - volume 2. Rio de Janeiro: Martins, 1965.

Fonte: http://www.dicionariompb.com.br/

Centenário de Assis Valente

Assis Valente (José de Assis Valente)




19/3/1911 Bahia / 10/3/1958 Rio de Janeiro, RJ



Sabe-se que Assis nasceu na Bahia, mas não se sabe onde. Ele mesmo, em reportagens, era controverso. Ora dizia ter nascido em Campo da Pólvora, Salvador, (e dizia que por isso tinha a pele "queimada") ora em Santo Amaro da Purificação. Também declarou várias vezes ter nascido entre Pateoba e Bom Jardim. A data de nascimento, segundo seus biógrafos, também é outra incógnita: "Há uma certa segurança, num documento emitido no Rio em 1939, quando Assis se casou. Na certidão de casamento consta que ele veio ao mundo no dia 19 de março de 1908, natural de Pateoba.(...) Seus pais, conta o mesmo documento, seriam José de Assis Valente e Maria Esteves Valente. Durante a vida, em nenhuma entrevista ou reportagem ele se referiu aos pais, parecendo querer ignorar seu passado."1

Ainda pequeno Assis foi tirado dos pais por uma família de Alagoinhas (BA) que mais tarde se mudou para Salvador e depois para o Rio de Janeiro. No entanto, ele continuou na Bahia, trabalhando na farmácia de um hospital e estudando desenho no Liceu de Artes e Ofícios. Pouco depois Assis foi trabalhar num circo, como orador e comediante, até o fim da década de 20 quando mudou-se para o Rio de Janeiro. Excelente desenhista, vendeu alguns desenhos e ilustrações para duas revistas cariocas. Simultaneamente começou a trabalhar como protético. Habilidoso, diziam que as suas dentaduras só faltavam falar. Foi nessa época que conheceu o alagoano José de Aguiar Dantas, com quem conviveu de 1929 até o fim da vida. Juntos, com o dinheiro que Aguiar recebeu de uma herança, montaram um laboratório de prótese. Assis, que dominava o assunto, ensinava seu sócio que aprendia facilmente a profissão.

Assis Valente tornou-se um respeitado protético mas, a partir da década de 30, começou a mostrar sua instabilidade emocional. Um belo dia, sem mais nem menos, anunciou para Aguiar Dantas que ia passar uns tempos na Bahia e sumiu. Meses depois Assis voltou e já manifestava seu dom para a música: passava o dia inteiro cantando e batucando em cima das banquetas ou no fundo das gavetas. Extravagante, ele pagava tudo para todo mundo, mesmo sem ter dinheiro. Por isso tinha fama de rico. Amoroso, divertido e "mão-aberta", vivia rodeado de rapazes pela noite carioca. Segundo depoimentos de pessoas que conviveram com o compositor nessa época, quem o estimulou e até ensinou a fazer sambas foi Heitor dos Prazeres (1898-1966), pintor e compositor e, em 1932, inspirado pelo modismo de falar francês e principalmente inglês, Assis compôs sua primeira obra, Tem francesa no morro. Nesse mesmo ano conheceu Carmen Miranda, sua intérprete predileta e por quem se apaixonou. Foi através dela que Assis ficou conhecido no meio musical. Deslumbrado, foi deixando de lado seu trabalho como protético. Seu sócio inutilmente tentava trazê-lo de volta ao trabalho, incentivando-o a largar a música, mas este sumia e ficava às vezes meses sem aparecer. Quando voltava, envergonhado, jurava que ia assumir seu cargo no laboratório, deixar "essa coisa de sambista", era só o tempo de concluir umas gravações, aproveitava para pedir um dinheiro emprestado e... sumia de novo. Nos anos que se seguiram os fatos se repetiram, Assis tornou-se um dos mais requisitados compositores e não conseguia dedicar-se com afinco nem para a música, nem para o laboratório.

Como era moda, em 1935 Assis organizou um conjunto vocal, Bando Carioca, nos moldes do Bando da Lua. O conjunto durou até 1939, quando se desfez, sem nunca ter gravado. Em 1938, empolgado com o sucesso do samba Camisa Listada, criou o grupo carnavalesco Camisas Listadas, com o qual passou a desfilar pela cidade. No consultório, era um entra-e-sai de artistas. Aguiar Dantas, irritado, chegou a oferecer ao (ainda) sócio que fosse aos Estados Unidos fazer um curso de prótese, mas diante da recusa, Aguiar renunciou à sociedade. Ofendido, Assis procurou uma sala no mesmo prédio em que trabalhava e continuou esporadicamente exercendo sua atividade como protético. Com a ida de sua intérprete predileta, Carmen Miranda, para os Estados Unidos em 1939, a carreira de Assis começou a declinar. Em dezembro desse mesmo ano o compositor casou-se com Nadyle da Silva Santos, sem que a imprensa ou seus amigos da época ficassem sabendo. Passou a dedicar-se inteiramente à sua atividade como protético e ao casamento, fugia do samba e dos lugares que antes freqüentava. Mas o casamento durou só até o nascimento de sua filha Nara Nadyle dos Santos, em 31 de janeiro de 1941. Angustiado, em 13 de maio de 1941 tentou o suicídio, atirando-se do corcovado. Milagrosamente, Assis ficou preso numa árvore, 70 metros abaixo. Foi retirado por um bombeiro e completamente transtornado declarava apenas: "tenho uma mulher e uma filha que não me têm". Fraturou duas costelas e teve contusões e escoriações generalizadas. Os jornais do dia seguinte, especulando o motivo de tal gesto tresloucado, publicaram que provavelmente o compositor estava passando por dificuldades financeiras, além de estar separando-se de sua esposa e de sentir-se desamparado no meio musical.

Mal resolvido sexualmente, Assis parecia não se aceitar. Tentou o suicídio por mais três vezes, tentando se jogar de uma janela, cortando os pulsos e tomando guaraná com formicida, numa praça pública, sua última e bem-sucedida tentativa.

Além de ter sido um dos criadores do gênero natalino no Brasil, Assis foi também um dos primeiros a compor músicas para as festas juninas. Sua obra, entre marchas e sambas, compreende mais de 150 composições.

1. GOMES, Dulcinéia Nunes & SILVA, Francisco Duarte. A jovialidade trágica de José de Assis Valente. Martins Fontes/Funarte. Rio de Janeiro, 1988, p. 28.

Principais sucessos:

• Alegria, Assis Valente e Durval Maia, 1937

• Boas festas, Assis Valente, 1932

• Boneca de pano, Assis Valente, 1950

• Brasil pandeiro, Assis Valente, 1940

• Cai, cai balão, Assis Valente, 1933

• Camisa listada, Assis Valente, 1937

• É do barulho, Assis Valente e Zequinha Reis, 1935

• E o mundo não se acabou, Assis Valente, 1938

• Fez bobagem, Assis Valente, 1941

• Good-bye, boy, Assis Valente, 1932

• Gosto mais do outro lado, Assis Valente, 1934

• Mangueira, Assis Valente e Zequinha Reis, 1935

• Maria Boa, Assis Valente, 1935

• Minha embaixada chegou, Assis Valente, 1934

• O dinheiro que ganho, Assis Valente, 1951

• Que é que Maria tem?, Assis Valente, 1936

• Recenseamento, Assis Valente, 1940

• Tem francesa no morro, Assis Valente, 1932

• Uva de caminhão, Assis Valente, 1939




Fonte: http://musicachiado.webs.com/Biografias/BiografiaAssisValente.htm

Grupo Sanfonias

Choro de um jeitinho totalmente diferente!

Dia 06/08/2011

Horário: 20h00

Local: Centro de Convenções Victor Brecheret

Endereço: Av. Prof. Lucas Nogueira Garcez, 511 - Centro – Atibaia/SP

Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)

Roda de Samba

Projeto Terreiro de Compositores

Toda quinta-feira

Horário: 20h00 às 23h00

Local: Quadra da Escola de Samba Unidos de Sao Lucas

Endereço: Rua Carminha, 264, Parque São Lucas/SP

Informações: 011 7228-5080 (Adriana) / 011 98667270 (Ricardinho = Olaria)

Entrada: gratuita

Centenário de Assis Valente

Marcos Sacramento - cantor e compositor – homenageia Assis Valente.


Nascido na Bahia e criado no Rio de Janeiro, Assis Valente - autor de sambas clássicos como "Brasil Pandeiro" e "Camisa Listrada" – foi, no período de 1930 a 1940, ávido freqüentador da boêmia carioca.



2011 marca o centenário de Assis Valente.



Dia: 12/08/11

Horário: 21h00

Local: SESC Belenzinho

Endereço: Rua Padre Adelino, 1.000 – Belenzinho/SP

Informações: 011 2076-9700

Ingressos: R$ 6,00 a R$ 24,00

Como ressuscitar seu celular depois de deixá-lo cair na água

Teresa Furtado

O pior acidente que poderia acontecer com um celular é ele cair na água: seja na pia, vaso sanitário, mar, ou mesmo esquecido no bolso de uma calça que foi para a lavanderia. Geralmente este acidente costuma preceder o fato de você ter que desembolsar por um novo aparelho, porém, se você for rápido o suficiente, ainda pode haver uma chance de salvá-lo. Saiba o que você fazer nessa situação com este guia que o TechTudo preparou para você.

Passo 1. Retire-o da água imediatamente e, antes de qualquer coisa, resista à tentação de ligar o celular (isso pode causar um curto circuito);

Passo 2. Retire a bateria, abra todos os dispositivos, remova tampas, conectores e tudo que possa ser retirado ou aberto para secá-lo melhor. Se o dispositivo for do tipo GSM, remova o chip SIM também.

Caso o celular tenha caído em água salgada é importante lavá-lo em água doce (após extrair bateria e complementos) antes de continuar o processo;

Passo 3. Agora que você já retirou bateria e o cartão SIM, seque o aparelho e os seus acessórios imediatamente. Você pode usar uma toalha de papel ou de tecido macio. Se tiver à mão, utilize um compressor de ar ou aspirador de pó para tirar toda a umidade.

Importante: nunca usar secador de cabelo ou algum tipo de máquina que provoque aquecimento do aparelho, pois ele pode danificar os circuitos por completo;

Passo 4. Agora que já tirou toda a água possível, o ideal é que use um dessecante para tirar a umidade restante. A escolhe mais simples é arroz cru. Encha uma tigela até uma altura que seu aparelho não fique visível. Insira o aparelho e mude-o de posição até a hora de dormir. Deixe até o dia seguinte.

Se você estiver preocupado com o pó do arroz, outra alternativa é o gel de sílica. Se não o tiver em casa, use o que tiver em mãos para não perder o seu aparelho. Químicos para tirar umidade de armário também funcionam;

Passo 5. No dia seguinte, retire o aparelho da tigela e coloque sobre papel toalha ou algo que absorva água e você consiga visualizar umidade. Deixe-o lá de quatro a seis horas. Passado o período, se onde ele ficou apresentar sinais de água, repita novamente o processo a partir do passo 3;

Passo 6. Certo de que não haja mais nenhum resquício de água, chegou a hora de testar o telefone. Passadas 24 horas do período em que iniciou o processo, coloque a bateria, o cartão SIM e os outros itens e tente liga-lo.

Se o celular não ligar

Passo 7. Conecte-o no carregador. Se isso funcionar, você vai precisar de uma bateria nova, pois este é o item mais provável de dar defeitos devido ao curto-circuito realizado quando o aparelho caiu na água (pelo menos tente arrumar uma bateria para testar se é isso mesmo, antes de se convencer de que o aparelho está definitivamente morto).

Passo 8. Caso o passo acima não funcione, leve-o a um revendedor autorizado. Muitas vezes eles conseguem resolver o problema. Não omita que ele foi molhado, pois as chances de o problema se solucionado são maiores se eles souberem do ocorrido. Telefones mais modernos vêm com dispositivos que denunciam se o aparelho caiu ou não na água, então nem tente mentir.

Fonte: http://www.techtudo.com.br/dicas-e-tutoriais/noticia/2011/08/como-ressuscitar-seu-celular-depois-de-deixa-lo-cair-na-agua.html - Acesso em 04/08/2011.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Estudantes negros são menos de 10% nas universidades federais

DA AGÊNCIA BRASIL

Apesar de políticas afirmativas direcionadas para a população negra, esse público ainda é minoria nas universidades federais. Estudo que será lançado hoje pela Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) sobre o perfil dos estudantes de graduação mostra que 8,72% deles são negros. Os brancos são 53,9%, os pardos 32% e os indígenas menos de 1%. Ainda que a participação dos negros nas federais seja pequena, houve um crescimento em relação à pesquisa anterior produzida pela Andifes em 2003, quando menos de 6% dos alunos eram negros. Isso significa um aumento de 47,7% na participação dessa população em universidades federais. Para o presidente da associação, João Luiz Martins, a evolução é "tímida". Ele defende a necessidade de políticas afirmativas mais agressivas para garantir a inclusão. "A universidade tem uma dívida enorme em relação a isso [inclusão de negros]. Há necessidade de ampliar essas ações porque o atendimento ainda é muito baixo", avalia. A entidade é contra uma legislação ou regra nacional que determine uma política comum para todas as instituições, como o projeto de lei que tramita no Senado e determina reserva de 50% das vagas para egressos de escolas públicas.

"Cada um de nós tem uma política afirmativa mais adequada à nossa realidade. No Norte, por exemplo, a universidade precisa de uma política que tenha atenção aos indígenas. No Sul, o perfil já é outro e na Bahia outro", explica Martins. O estudo mostra que os alunos egressos de escolas públicas são 44,8% dos estudantes das universidades federais. Mais de 40% cursaram todo o ensino médio em escola privada. O reitor da Universidade Federal do Pará (Ufpa), Carlos Maneschy, explica que na instituição metade das vagas do vestibular é reservada para egressos da rede pública. Desse total, 40% são para estudantes negros. Ele diz acreditar que nos próximos anos a universidade terá 20% de alunos da raça negra. "Antes, nem 5% eram de escola pública", diz.

Fonte: Folha.com, 03/08/2011.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Poema das sete faces

Carlos Drummond de Andrade


Quando nasci, um anjo torto

desses que vivem na sombra

disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens

que correm atrás e mulheres

A tarde talvez fosse azul

não houvesse tantos desejos.



O bonde passa cheio de pernas:

pernas brancas pretas amarelas.

Para que tanta perna meu Deus,

pergunta meu coração.

Porém meus olhos

não perguntam nada.



O homem atrás do bigode

é sério, simples e forte.

Quase não conversa.

Tem poucos, raros amigos

o homem atrás do óculos e do bigode.



Meu Deus, porque me abandonaste

se sabias que eu não era Deus

se sabias que eu era fraco.



Mundo mundo vasto mundo,

se eu me chamasse Raimundo

Seria uma rima, não seria uma solução.

Mundo mundo vasto mundo

mais vasto é meu coração.



Eu não devia te dizer

mas essa lua

mas esse conhaque

botam a gente comovido como o diabo.

sábado, 30 de julho de 2011

Ebaaaaaa​aaaaaa! É hoje!

Projeto Cultural Samba Autêntico realiza a 105.ª Edição do Projeto Rua do Samba Paulista.

Boulevard da Av.São João-Centro/SP.

Horário: 15h às 21h.

Você não pode perder!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A Copa do Mundo é... DELES!!!!

PARTICIPE DO ATO DIA 30 DE JULHO - EM FRENTE AO METRÔ ITAQUERA - 10 HORAS DA MANHÃ.


COPA PRÁ QUEM?


Carta Aberta à Sociedade, do Comitê Popular da Copa/SP, sobre o processo de organização da Copa do Mundo, a ser realizada no Brasil em 2014.

O futebol deixou de ser uma saudável prática esportiva. No lugar do espírito esportivo, foram impostos à organização desse esporte uma série de interesses econômicos e políticos. Futebol virou mercadoria e sua finalidade o lucro. A entidade máxima do futebol mundial, a FIFA, tem como seu objetivo verdadeiro aumentar seu já milionário patrimônio.

Uma série de escândalos tornou pública a forma corrupta como essa entidade age. É nesse contexto que o Brasil vai sediar a Copa de 2014. Com superpoderes, a FIFA impôs uma série de requisitos para ser cumprido. Essas exigências fazem parte da rentabilidade que a entidade e suas empresas parceiras terão com a realização do evento. Na prática, não deixarão nenhum legado social positivo. Pelo contrário, fatos históricos (África do Sul, entre outros) apontam para outra direção.

Nós, cidadãos e cidadãs, que trabalhamos e pagamos impostos, perguntamos: é justo uma entidade corrupta ditar o quê o país deve fazer? Deve o Estado brasileiro se submeter aos seus ditames? Vale gastar tantos recursos públicos em um evento que dura apenas um mês?

Fica cada vez mais evidente que quem ganhará com a realização da Copa é o setor imobiliário; as incorporadoras e as empreiteiras lucrarão com as obras e serviços a serem realizados e com a especulação imobiliária. Através de seu poder econômico e político, esses setores pressionam o Estado para usufruir enormes somas de dinheiro público em benefício próprio.

Observamos a repetição de histórias trágicas: superfaturamentos; falta de transparência; agressões aos direitos humanos; repressão aos pobres; despejos forçados e desrespeito com a população em geral.

A Copa acelera dois processos já em curso: a repressão aos pobres e aos movimentos populares e a supervalorização fundiária. Isso em todas as cidades-sede da Copa. A Copa não pode servir de pretexto para o aumento de políticas repressivas e contribuir para o agravamento de problemas como o da moradia. Temos problemas sérios como o assassinato de jovens da periferia, principalmente de jovens negros e negras, a violência generalizada contra as mulheres, os/as trabalhadores/as formais e informais e os movimentos sociais. Cabe lembrar que, durante a Copa realizada na África do Sul, houve um grande aumento do tráfico de mulheres, crianças e adolescentes para a exploração sexual.

A Copa servirá para potencializar ainda mais estas formas de violência? Não podemos deixar que isso ocorra. Desde já denunciamos o turismo sexual em nosso país por causa da Copa.

Não concordamos que, sob o pretexto da realização da Copa, uma série de favorecimentos ocorra por parte do Estado brasileiro, como as licitações obscuras e a privatização dos aeroportos.

Também não queremos que a Copa seja a reprodução do Pan 2007, no Rio de Janeiro. O dinheiro utilizado para a realização daquele evento foi tirado da saúde, da educação, da moradia. Resultado: a falta de recursos provocou o caos nos hospitais, a epidemia de dengue e o desmoronamento de encostas.

No caso da cidade de São Paulo, é mentiroso o argumento de que o Estádio em Itaquera trará benefícios para toda a zona leste. O desenvolvimento da zona leste é obrigação do Estado, uma dívida histórica que este tem em prover saúde, educação, moradia, políticas para a infância e a juventude, desenvolvimento urbano e transporte de qualidade. Essas responsabilidades não devem estar atreladas à Copa, dado os interesses privados que esse evento comporta.

O Estádio é importante, mas é mais do que perverso se apropriar da paixão da torcida para justificar uma obra que só trará lucros a alguns setores; que o empenho para a construção do Estádio seja maior que o empenho para a construção da Universidade Federal da Zona Leste; que seja motivo para construir mais avenidas na região, com o transporte público, inclusive o metrô, já completamente saturado.

Ademais, repudiamos a valorização imobiliária da região e a remoção de comunidades inteiras. A população local deve ter seus direitos respeitados.

O Comitê Popular da Copa/SP é formado por entidades e organizações populares. Como trabalhadores/as organizados/as, temos um projeto de sociedade e de cidade diferente do que está sendo imposto. Não admitimos desrespeito às leis, acordos obscuros e violação aos direitos humanos. Contamos com o apoio de todas as entidades, órgãos da imprensa e setores da população preocupados com os rumos que a organização da Copa está tomando.

Pelo fim dos despejos e das remoções!

Por moradia digna para toda a população!

Por políticas públicas para a população de rua!

Por políticas públicas para a juventude!

Pelo fim de todas as formas de violência e exploração das mulheres!

Pelo fim da violência policial e do genocídio da população negra e pobre!

Por trabalho decente e salário justo!

Pelo fim da perseguição aos trabalhadores informais!

Por educação pública, universal e de qualidade!

Pela universidade pública (UNIFESP - Jacu Pêssego) com cotas sociais e raciais!

Por transporte público, barato e de qualidade para toda a população!

Por saúde pública de qualidade pra toda a população!

Que todos possam usufruir o direito à cidade!

Por uma Copa com verdadeiro legado social!

Pela transparência e acesso à informação!

Pelo fim da elitização do futebol!



Comitê Popular da Copa SP


Julho de 2011

Movimento Sincopado!

Músicos e pesquisadores da música instrumental brasileira, em particular o choro interessados em  fortalecer o trabalho de cada integrante, proporcionando estrutura, produção, gestão cultural, produção e comunicação comum, criaram o Movimento Sincopado.


Integrantes do Movimento:

- Quartetonia

- Bora Barão

- André Parisi e conjunto Língua BRasileira

- Coisa da Antiga

- Grupo Regional Sarravulho

- Choro da Casa

- Allan Abbadia

- Marcel Martins e conjunto

- Camundongos

- Central do Choro

- Felipe Soares e Projeto Ressoa



Agenda de Apresentações:

Roda do Sincopado

Todos os domingos, das 13h30 às 15h30


Parque da Água Branca - Espaço de Leitura PraLer

Rua Ministro Godói, 180 - São Paulo,SP

Informações: (11) 2588-5918

Entrada franca



Museu da Casa Brasileira

Horário: 11h00

31 de julho - Allan Abbadia + Camundongos

28 de agosto - Regional Sarravulho + Marcel Martins e conjunto

25 de setembro - Quartetonia + Coisa da Antiga

30 de outubro – Conjunto Bora Barão + Projeto Ressoa

27 de novembro - André Parisi e Língua BRasileira + Central do Choro

Museu da Casa Brasileira

Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705 - São Paulo,SP

Informações: (11)3032-3727

Entrada franca



Teatro do Centro da Terra

Horário:  21h00

10 de agosto - Coisa da Antiga + Allan Abbadia

14 de setembro – Projeto Ressoa + Regional Sarravulho

19 de outubro - Marcel Martins e conjunto + Conjunto Bora Barão

09 de novembro - André Parisi e Língua Brasileira + Conjunto Quartetonia

14 de dezembro – Central do Choro + Camundongos

Teatro do Centro da Terra

Rua Piracuama, 19 - São Paulo,SP

Informações: (11)3675-1595

Entrada: R$ 20 e R$ 10 (meia)

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Sonho que se sonha junto é realidade (Raul Seixas)

O Samba Autêntico, realizador do Proj.Rua do Samba Paulista, está construindo sua sede. Um caminho difícil de seguir sozinho. Por isso, conta contigo!

Participe com:

Recursos (qualquer valor):

Proj.Cult.Samba Autêntico-CNPJ:08.767.374/0001-49

Bco.Itaú/Cta.Corrente-08527-2/Ag.8781-Tabapuã-SP

ou

Mat.de Construção:

Contato e informações: mestrepauloperuche@hotmail.com


Grato!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Projeto Cultural Samba Autêntico: arte e cultura da gente com autonomia - Eu tenho!


Olá, tudo bem?

Há mais de 10 anos o Projeto Cultural Samba Autentico tem trabalhado pela cultura do povo, defendendo e promovendo as mais populares manifestações culturais, dentre essas e em particular, o Samba.
É um trabalho árduo no qual tem empreendido sua força de vontade e criatividade, expressas na realização de atividades como o “Projeto Samba e Cidadania”, “Projeto Velha Guarda Canta Zumbi”, “Projeto Com Ciência de Bamba” e “Projeto Rua do Samba Paulista”.
Todas essas ações tem como sustentação um desejo comum - resgatar, promover e divulgar a cultura popular – e um dever de ofício – propiciar a todas as pessoas o total acesso a essas manifestações culturais. Por isso todas essas ações tiveram e tem – até hoje - acesso gratuito.
Agora está diante de um novo empreendimento. Uma nova, voluntariosa e auspiciosa ação. Uma amiga de longa data, resolveu despertar o Projeto Cultural Samba Autentico de um sonho sonhado, próximo de ser realizado: a construção de sua sede.
Como? Essa admiradora e incentivadora da cultura popular resolveu ceder por um confortável período – cerca de 10 anos – um terreno, onde – atualmente – aquele sonho já ganha ares de realidade.
Você consegue imaginar a dimensão dessa empreitada: após mais de uma década de existência e realizações, somente agora foram reunidas as condições mínimas para construção de uma sede! É um tempo e tanto, não?
Por isso o Projeto Cultural Samba Autêntico está animado. Pela primeira vez terá um espaço onde realizará seus projetos: atividades (oficinas de instrumentos, contação de histórias, dança, capoeira, música, produção musical, informática, etc.) para e com as crianças, adolescentes, idosos e população em geral. Tudo, como sempre, segundo seu dever de ofício, totalmente gratuito.
Mas até lá ainda há um longo caminho a percorrer e não há como fazê-lo sozinho. Por isso vem convidar a você e a seus amigos para compartilhar desse sonho. Afinal, como já dizia Raul Seixas, “sonho que se sonha junto é realidade”.
A questão: como você pode contribuir para a realização dessa ação? O Projeto Cultural Samba Autentico vislumbra que – no atual momento – pode ser de duas formas: doação de recursos ou doação de material de construção.
Assim, se você tiver disponibilidade para concretizar essa ação através da contribuição financeira, da doação de R$ 5,00, R$ 10,00, R$ 15,00 ou mais, realize um depósito na Conta Corrente n.º 08527-2 - Agência 8781 (SP Tabapuã) – Endereço: Av. Brigadeiro Faria Lima, 3311 – Itaim Bibi/SP, do Banco Itaú, em nome de Projeto Cultural Samba Autêntico – CNPJ: 08.767.374/0001-49.
Por outro lado, caso entenda que a melhor forma é contribuir com o oferecimento de material de construção, solicitamos que entre em contato com o Sr. Paulo Roberto Matheus – Presidente do Projeto Cultural Samba Autentico (E-mail: mestrepauloperuche@hotmail.com), para que o mesmo possa informar adequadamente como proceder para realizar sua doação.
Certo de contar com sua compreensão e participação nessa empreitada o Projeto Cultural Samba Autentico manifesta sua admiração e antecipa seus votos de agradecimento.


Projeto Cultural Samba Autêntico

Visite:

 


Arte e Cultura da Gente… com autonomia – Eu tenho!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Nelson Sargento, comemora seus 87 anos nesta sexta-feira (15/07)


Local: Clube Anhanguera
Endereço: Rua dos Italianos, 1261 - Bom Retiro.
Horário: a partir das 22h
Entrada: R$ 15,00
Informações: (11) 3361-1799

Para quem gosta de Choro!


Coletivo Roda Gigante na Casa do Núcleo
Dia 17/07/11 (Domingo)
A partir das 17h
Rua Padre Cerda, 25 – Alto de Pinheiros
Tel.(11)3032-8401/ 3815-9714
Ingresso: R$10,00

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Samba do Avião


Movimento cultural @migosdosamba.com realiza neste domingo, 26, mais uma edição do Samba do Avião, em Guarulhos. O grupo convidado será o Projeto Samba da Toca.

Local: Bar da Marilu
Endereço: Av. Plínio F. Gonçalves, 512 – Jd. Cumbica - Guarulhos
Horário: 13hs
Entrada franca

Como chegar de ônibus: Metrô Armênia (pegar Santos Dumont ou Paes de Barros – 398) ou Metrô Penha (pegar Santos Dumont). Descer na padaria Real/ Farmácia do Tobias

Informações com Dede Paulixtinha 9795-5566 ou Paulinho 9596-2269

sexta-feira, 27 de maio de 2011

10ª Festa da Igreja N Sra do Rosário dos Homens Pretos da Penha


Movimento Cultural Penha
CNPJ: 04.632.499/0001-00
R Pio X, 15 / Penha
CEP 03632-070 / São Paulo – SP
Telefone: 11 2306-3369

II Semana da Sustentabilidade – Cultura é ser consciente.

Debates, oficinas e exposições.

30/5 a 5/6.

Livraria Cultura Bourbon Shopping São Paulo

Simone Ancelmo homenageia a cantora Clara Nunes


27/05 – 21h.
Teatro do SESC Santos.
R. Conselheiro Ribas, 136 - Bairro Aparecida - Santos-SP.
Grátis.

Ô sorte ou, ÔÔÔÔÔ Azar?

Wilson das Neves (Ô Sorte!) é o convidado dos Inimigos do Batente (Ô Azar!).
27/5 - 22h.
Rua dos Italianos, 1261 - Bom Retiro - SP.
Couvert - R$15,00.
Tel.: 3361-1799

2ª MOSTRA ITINERANTE DE FOTOGRAFIAS EM DIREITOS HUMANOS - 2011

Inscrição - até dia até 07 DE AGOSTO DE 2011.

Nesta edição serão recebidas fotografias alusivas à Declaração Universal do Direitos Humanos, caracterizando:

a) uma situação que demonstre o esforço para a efetivação de um dos
direitos humanos;
b) ou uma situação de violação de um destes direitos.


Regulamento e a Ficha de Inscrição:
http://www.oedh.unesp.br
oedh@unesp.br

OEDH - OBSERVATÓRIO DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS / Unesp
Av Eng Luiz Edmundo Carrijo Coube, nº 14-01 - Vargem Limpa
CEP 17.033-360 - Bauru-SP
Tels. (14) 3103 6172  / 9761 4100

Novo Código propicia a devastação ambiental, destruição das matas e a qualidade de vida no Brasil

Enquanto isso na Câmara dos Deputadoss..





quinta-feira, 26 de maio de 2011

103ª Edição do Projeto Rua do Samba Paulista

Você não pode perder!!!!

Em sua 103ª  Edição o Projeto Rua do Samba Paulista recebe a Bateria e a Velha Guarda do G.R.C.E.S. Unidos do Peruche e a Velha Guarda do G.R.C.E.S. Mocidade Alegre.

Sábado - 28/05/2011.

Horário - 15h00/21h00

Local: Boulevard da Avenida São João - Anhangabaú/SP (No calçadão ao lado do Prédio dos Correios).

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Veja que maravilha - Nordeste Nº 101

Foi por nossa região,
Onde tudo começou,
Por onde Cabral chegou,
E se deu o descobrimento,
Depois do acontecimento,
Primeira missa ocorreu,
Desse jeito aconteceu,
No ano de mil e quinhentos,
Escrito nos documentos,
Foi o que Caminha escreveu.

Nove estados nós contamos,
Cada um mais precioso,
O Nordeste é grandioso,
Também na sua extensão,
Pois a nossa região,
Em tamanho é a terceira,
Mas se fizer um fileira,
Do tanto que tem de gente,
Pois verá rapidamente,
Só perde para a primeira.

O Rio Grande do Norte,
Paraíba e Ceará,
Piauí é mais pra lá,
Tem Sergipe e Maranhão,
Preste bastante atenção,
Pernambuco é alegria,
Alagoas e Bahia,
O Nordeste tá completo,
De riqueza é repleto,
Tem sonho, tem fantasia.

Natureza exuberante,
Por tudo que é lugar,
Não dá pra imaginar,
O Brasil sem o Nordeste,
Pois seria um escrete,
Sem o craque, sem Pelé,
Já sentiu como é que é?
Toda a sua importância,
De tamanha relevância,
Da cabeça até o pé.

O Atlântico banha todos
Os estados nordestinos,
Pois no mapa onde vimos,
Da Bahia ao Maranhão,
Causa até repercussão,
A beleza natural,
É destaque regional,
De tanta coisa bonita,
É colírio para vista,
No mundo não tem igual.

Produz sal e açúcar,
Petróleo em terra e mar,
E se você comparar,
A riqueza que aqui tem,
Irá muito mais além,
Tem o belo e o natural,
Com o turismo local,
Gera renda evidente,
Nordestino é contente,
Como ele, sem igual.
E quatorze são os polos,
Turísticos da região,
De cada federação,
Inúmeros são atrativos,
Destinos alternativos,
Que só tem neste lugar,
Nordeste é de orgulhar,
Litoral? É a que mais tem,
A beleza que faz bem,
Desculpa aí esnobar!

São três mil quilômetros,
De extensão o litoral,
Nordeste, fenomenal,
Todos estados tem praia,
Faz bem sair da tocaia,
E tomar banho de mar,
Pra poder se refrescar,
Pois é sol o ano inteiro,
De janeiro a janeiro,
Vem gente de todo lugar.

A caatinga é bioma,
Nosso exclusivamente, (do Brasil)
E sendo correspondente,
Um pouco mais da metade,
Com minuciosidade,
Do Nordeste brasileiro,
Parte do estado mineiro, (norte)
Com capricho, se apresenta,
Assim sendo representa,
Diante desse roteiro.

De grande variedade,
A cobertura vegetal,
Um presente especial,
Das dunas, Mata Atlântica,
A Floresta Amazônica,
Tem Cerrado, tem cocais,
Caatinga, manguezais,
Coisa linda de se ver,
Como posso esquecer,
Sempre tão presenciais.

E lembrar do meu Nordeste,
É lembrar da aroeira,
Macambira, catingueira,
Mandacaru, umbuzeiro,
Xiquexique, de facheiro,
É Babaçu, mangabeira,
É Jurema e cajazeira,
É Pau-ferro e juazeiro,
É Pau-darco e cajueiro,
Tem carnaúba e faveira.

Os rios são atrativos,
São Francisco, Parnaíba,
E antes que você me diga,
Piranhas-Açu, Jaguaribe,
O Una, tem Capibaribe,
São os rios principais,
E também tem muito mais,
Contas, Mearim, Grajaú,
Potengi, Paraguaçú,
Acaraú é demais!

As usinas hidrelétricas,
Produzindo energia,
É de grande primazia,
Paulo Afonso, sobradinho,
Pois alerto com carinho,
O potencial da Xingó,
Tem ainda a Moxotó,
De tamanha geração,
Forte participação,
No Nordeste é xodó.

Áreas de intensa dinâmica,
Forte modernização,
Indústria, de produção,
Petroquímico, e tem mais, (Camaçari/BA-Guamaré/RN)
Polos agroindustriais, (Petrolina-Juazeiro)
Mineral no Maranhão,
Agricultura de grão, (PI-BA-MA)
Agricultura irrigada, (CE-RN)
Pecuária acentuada, (PB-PE-AL)
Têxtil e confecção. (CE)

Tem a bacia leiteira, (Alagoas)
Polo de fruticultura, (Açu-Mossoró/RN)
O Nordeste é moldura,
Em Sergipe, a citrícola,
Na área dessa agrícola,
Laranja, tem produção,
E o polo de irrigação,
No oeste paraibano,
Lá o coco é soberano,
De tão grande proporção.

E são muitos municípios,
Mais de mil e setecentos, (1.793)
Mais ainda argumentos,
A sua organização,
E numa contemplação,
Que fazem por merecer,
No Nordeste você ver,
Do belo, do natural,
Ou mesmo artificial,
Do jeito que se escolher.


Autor: cordelista Hailton Mangabeira

Cordel, Cultura Popular. Mangabeira-Macaíba/RN
Aluno de Licenciatura em Geografia do Polo de Nova Cruz

Hailton Mangabeira(Hailton Alves Ferreira), nascido em Macaíba/RN no dia 09 de Janeiro de 1973. Filho mais novo dos onze filhos de de Manoel Francisco Ferreira e de Josefa Alves de Medeiros Ferreira. Graduado em Pedagogia e Especialista em Educação, atualmente aluno de Geografia da UFRN. Professor da rede pública. Já possui 102 Cordéis publicados. O nome artístico é uma homenagem a Mangabeira, comunidade rural de Macaíba/RN.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Abdias Nascimento: uma vida inteira de combate ao racismo

Miriam Leitão

Uma vez, numa entrevista que me concedeu, Abdias Nascimento disse que ele foi preso, enquadrado na Lei de Segurança Nacional, viveu no exílio por 10 anos, sem ter nunca integrado qualquer partido clandestino de combate à ditadura.

- Tudo o que eu fiz foi combater o racismo.

Era uma forma de mostrar que esse tema sempre foi tratado como inconveniente. Na ditadura, era proibido. Isso era subversivo o suficiente para os ditadores da época. Hoje ainda é delicado e difícil. Sua vida foi dedicada a tratar desse assunto intratável.

Como jornalista, teatrólogo, escritor, cineasta, artista plástico, senador, militou na mesma causa: construir um país realmente multiracial com a derrubada, de fato, de todas as barreiras que impedem a ascensão dos negros no Brasil.

Não um país que finge não ver as diferenças para proclamar a igualdade, mas o que constrói as pontes fortalecendo a autoestima dos pretos e pardos brasileiros e abrindo oportunidades. Foi por esse Brasil que Abdias lutou.

Abdias abriu espaços notáveis na cultura brasileira para essa sociedade com a qual sonhou por tanto tempo. Quilombo era um jornal dos anos 1950 que abriu a discussão do combate ao racismo. O Teatro do Negro foi outra iniciativa pioneira que revelou inúmeros talentos para a dramaturgia brasileira, numa época em que atores brancos pintavam o rosto de preto para fazer os papéis de negros. Na militância foi um dos fundadores do Movimento Negro Unificado.

As conversas com ele e sua mulher Elisa Larkin, americana de nascimento, eram sempre ricas de reflexões sobre velhos vícios do Brasil, como o de negar o problema.

Nos últimos anos ele viu duas notícias. A boa é que é visível a formação da classe média negra e do aumento do poder de pretos e pardos no Brasil. A ruim é que as distâncias permanecem enormes e uma parte do país prefere não discutir o tema, insiste em ficar em atalhos que fogem da questão central. A desigualdade racial ainda é enorme no Brasil.

Outro dia fui ao Sindicato dos Jornalistas do Rio no lançamento do Prêmio Abdias Nascimento. Sindicato ao qual ele se filiou em 1947.

Ele já estava doente, mas a cerimônia aconteceu ainda assim. Lá eu disse que Abdias, que tinha 97 anos, foi precursor e persistente no mesmo sonho ao longo da vida inteira: a de combater o racismo em todas as suas formas.

Fará falta Abdias, mas quem sonha com um Brasil de menos desigualdades, sabe que ele combateu o bom combate.

Fonte: http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2011/05/24/abdias-nascimento-uma-vida-inteira-de-combate-ao-racismo-382348.asp

Abdias do Nascimento, faleceu na noite desta segunda-feira

Abdias do Nascimento (Franca, 14 de março de 1914) é ex-político e ativista social brasileiro. É um dos maiores defensores da defesa da cultura e igualdade para as populações afrodescendentes no Brasil,
intelectual de grande importância para a reflexão e atividade sobre a questão do negro na sociedade brasileira.

Teve uma trajetória longa e produtiva, indo desde o movimento integralista, passando por atividade de poeta (com a Hermandad, grupo com o qual viajou de forma boêmia pela América do Sul), até ativista do Movimento Negro, ator (criou em 1944 o Teatro Experimental do Negro) e escultor. Após a volta do exílio (1968-1978), insere-se na vida política (foi deputado federal de 1983 a 1987, e senador da República de 1997 a 1999), além de colaborar fortemente para a criação do Movimento Negro Unificado (1978). Em 2006,em São Paulo, criou o dia 20 de Novembro como o dia oficial da consciência negra. recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Brasília[1]. É autor de vários livros: “Sortilégio”, “Dramas Para Negros e Prólogo Para Brancos”, “O Negro Revoltado”, e outros[2]. Foi Professor Benemérito da Universidade do Estado de Nova York e doutor “Honoris Causa” pelo Estado do Rio de Janeiro, grande militante no combate à discriminação racial no Brasil[3].

Regional Imperial

Regional Imperial encerra nesta quarta-feira (25/05) sua festejada temporada na Galeria Olido, que ocorreu todas as quartas de maio, sempre às 19h.


Nesta última exibição, o conjunto receberá o excelso flautista Márcio Modesto e o cantor Roberto Seresteiro.

O repertório da noite estará recheado de choros, maxixes, valsas, serestas, sambas e sambas-canções de compositores de fina estirpe, tais como Herivelto Martins, Pixinguinha, Noel Rosa, Altamiro Carrilho, Benedito Lacerda, Silvio Caldas, entre outros monstros sagrados.
Galeria Olido
Avenida São João, 473 - Centro de São Paulo (próximo ao Metrô São Bento).
Quarta-feira (25/05)
Entrada Franca
Informações: (11) 3331-8399

Adriana Moreira homenageia a cantora Clara Nunes

Adriana Moreira homenageia a saudosa cantora Clara Nunes
Terça-feira (24/05),
SESC Consolação - 15h.
Entrada Franca.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

II Seminário sobre a Atenção à Saúde da População Negra

Local: Aliança Francesa
R.General Jardim, 182 - Vl.Buarque
Dia 24/05/11.
Horário: das 8:00 às 17:00h

GRIOT: CULTURAS POPULARES, DIÁSPORA AFRICANA E EDUCAÇÃO

Novo Grupo de Pesquisa da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia.

Lançamento - 25 de maio (quarta-feira

I Festival de Cinema Alternativo de Santa Izabel do Pará

23 a 26 de Junho

Realização:

Grupo_underline.

Pingo Produções

Muirakitam Produções

Workshops, oficinas de cinema, mostra de curtas e premiação dos melhores trabalhos inscritos

Local: Colégio Silvio Nascimento.

Inscrições: http://festcinesipa.blogspot.com

Belém - Travessa Nove de Janeiro, 2007.

G.R.C.E.S. Tom Maior de Luto

Tom Maior de Luto: Marko Antonio da Silva, de 44 anos, estava com leucemia.


Ele era presidente da agremiação desde os 17 anos.

Saci-Pererê X Mula-Sem-Cabeça

Escrito por Jesus Karlo - 07-MAI-2011

O vilarejo com seus pacatos moradores ocupava uma pequena parte da floresta; lá eles tinham quase tudo para suprir suas necessidades, a capela ficava bem no centro da vila, do lado direito o seu Moises aproveitou sua grande varanda e montou uma barbearia; do lado esquerdo era o "Bazar da Verinha", ali a gente encontrava vários tipos de papel, muitos modelos de lápis e canetas, alguns estojos de madeira bem bonitinhos e várias outras miudezas características de um bazarzinho de vilarejo. Em frente à capela uma pracinha alojava uns poucos bancos dispostos num humilde espaço entre algumas árvores, isso dava um aspecto pitoresco ao lugar. Atravessando a praça e a rua, de frente para a capela, ficava o armazém do turco Abdala, lá sim tinha de tudo mesmo, desde coisas de comer até roupas, ele só não vendia material escolar para não competir com a Verinha. Os moradores se davam bem, era coisa rara ver uma discussão, briga mesmo eu nunca vi, se bem que eu só tinha nove anos, contudo nunca ouvi meus pais falarem de briga. Assim, os moradores do vilarejo iam levando suas vidas, bem sossegados.

Aquele dia amanheceu nublado, as nuvens que cobriam o céu eram cinzentas e durante todo o dia não deixaram o sol aparecer, mesmo assim não estava frio, o clima era morno, até um pouco abafado; no finalzinho da tarde começou um ventinho que foi progredindo aos poucos. Os mais velhos começaram a prognosticar chuva, parecia mesmo, todo aquele vento que aumentava mais e mais a cada momento indicava um belo temporal. Entretanto não foi o que aconteceu, não senhor, com a proximidade da noite, sabe o que sucedeu? Uma coisa incrível: o vento forte rapidamente espalhou as nuvens e de um momento para outro a noite ficou clara, uma lua cheia e esplendorosa mostrou-se, prateando todo o vilarejo, deixando as pessoas abismadas com a mudança repentina.

Entre oito ou nove horas os moradores se preparavam para dormir, pois, como é costume nesses lugares, o povo dorme cedo e acorda cedo, todavia, há sempre os que gostam de esticar mais um pouco, aproveitar momentos que podem ser agradáveis. A lua clareava tudo, os que permaneceram acordados ficaram conversando, falando amenidades e rindo do acaso, uma descontração; a maioria era jovem, e a lua irradiava-lhes mais energia; eu pedi a meus pais para ficar com o primo Juca que tinha dezessete anos. Alguém agitou fazer uma fogueira ao lado da praça; não demorou e a fogueira crepitava sob a luz do luar, o papo rolava solto, uns poucos "tiozinhos" observavam contentes o desenrolar dos acontecimentos e assim a noite prosseguia descontraída.

Lá pelas tantas alguém se levantou abanando os braços e fez um "chchch!" com um dedo em riste próximo aos lábios pedindo silêncio. O gesto foi imitado por alguns, em instantes todos estavam quietos tentando entender o que se passava. Ouviu-se ao longe um tropel e um relincho forte, as atenções se voltaram para o lugar de onde vinha o barulho, então numa colina próxima, eles avistaram um clarão e um grande cavalo empinando e agitando as patas da frente alucinado, o clarão eram labaredas que saiam de onde deveria ser a cabeça do animal, em seguida como uma fera assustadora, ele partiu em disparada na direção do vilarejo. As pessoas, sem esperar nem um segundo, fugiram assustadas para seus casebres, eu e o primo Juca também corremos como o vento cada um para sua casa; entrei e bati a porta desesperado, na rua não sobrou viv'alma pra contar a história; a fogueira ficou queimando sozinha demonstrando o medo provocado pela horrenda criatura que se aproximava.

Meus pais acordaram com o barulhão que eu fiz ao bater a porta e vieram ver o que eu estava espiando pelas frestas da janela, uniram-se a mim e juntos vimos uma negra figura mística chegar. Soltava relinchos apavorantes e chamas por onde deveria estar a cabeça.

_ É a Mula-sem-cabeça! - Disse minha mãe com os olhos esbugalhados.

Meu pai correu e passou a taramela na porta; lá fora a Mula-sem-cabeça alvoroçava-se em uma performance infernal. Dava coices, relinchava e soltava labaredas; jogou-se contra a fogueira espalhando tudo com patadas e coices, depois deu uma última empinada e saiu galopando pro meio da floresta queimando tudo por onde passava até sumir na escuridão. Eu era todo medo, tremia igual vara verde, custei a pegar no sono.

No dia seguinte, a aparição da Mula-sem-cabeça era assunto em todas as bocas, para qualquer lugar que se fosse ouvia-se a mesma coisa, embora as pessoas falassem baixo, olhando pros lados, acho que com medo da Mula ouvir.

Era período de férias escolar por isso eu não tinha muito o que fazer, tomei um bom café da manhã, com leite tirado na hora, toucinho defumado no fogão de lenha, omelete com ovos que eu mesmo peguei no quintal, pão e manteiga feitos em casa, depois deste repasto fui brincar; notei que não era só eu que estava assustado, meus coleguinhas também, estavam, nenhum quis brincar de bandido e mocinho pro meio do mato como sempre fazíamos em tempos mais normais, de esconde-esconde então nem pensar, ninguém queria saber de ficar escondido na mata sozinho, acabamos brincado de bolinhas de gude ou de rodar pião; à tarde também ficamos brincando por perto, se arriscar a ir na lagoa ou apanhar frutas na mata, estava fora de cogitação, todos com medo da Mula-sem-cabeça que poderia estar escondida em qualquer lugar.

Comecei a caminhar sozinho com as mãos no bolso, quando do nada vi surgir um redemoinho, acompanhei com a vista e notei que ele entrou no mato, eu fui atrás, o pequenino ciclone rodopiava por entre o arvoredo, estava indo pros lados da lagoa, mais na frente havia uma clareira e bem no centro dela uma figueira alta, frondosa, com galhos robustos, tinha uma copa imensa que em dia de sol dava uma sombra gostosa, parte da copa cobria um pedacinho da lagoa.

Bem... o fato é que ao chegar debaixo da figueira, o redemoinho levantou uma porção de folhas, girou rápido agitando todas elas e foi parando aos poucos. Eu fiquei ali, vendo o momento encantando e fui percebendo que conforme a poeira baixava ia aparecendo de dentro dela uma figura, era um moleque pretinho com um capuz ou touca vermelha, trajava uma camisa rota e um calçolão com suspensórios, logo me escondi, ele estava de lado para mim, enfiou a mão no bolso e puxou um cachimbo, ajeitou o fumo batendo com o dedo e acendeu. Sabe que eu não sei como foi que ele acendeu?! Nem dava pra ver o que ele estava segurando, o certo é que ele acendeu o cachimbo. Deu umas baforadas e um pulo ficando de frente para a lagoa e de costas para mim. Aí eu tive a certeza, pelo que ouvira dos mais velhos contarem, era o Saci-pererê, ele só tinha a perna esquerda. Quando pensei em ir embora ouvi uma voz de moleque travesso:

_ He! He! O que foi, ficou com medo?

Eu olhei assustado. "Com quem será que ele está falando?" Aí ele deu outro pulo e ficou de frente para mim.

E aí garoto?! Pode sair daí, vem pra cá, vem! Não precisa ficar com medo não.

Eu fiquei um tanto atônito, mas reunindo coragem, aos poucos foi saindo detrás da moita.

_ Achegue-se, vem pra cá!

Devagarinho e com um pouco de receio eu foi me aproximando.

_ Você ia nadar aí na lagoa, é?

_ É... não!

_ Como é que é?! Ia nadar ou não ia?

_ Eu ia, mas é que fiquei com frio. - Argumentei.

_ Eu acho que você estava é me seguindo. Mas não tem problema não. Eu gosto de criança curiosa.

_ Não, não estava seguindo não. Acho até que vou dar um mergulho.

E fui mesmo. O Saci veio junto comigo, pulando. Cheguei na beira da lagoa e tirei a roupa, fiquei só de cueca.

_ Você não vai entrar também?

_ Não, não, hoje não estou com vontade.

Nem liguei, molhei o dedão do pé na água para sentir se não estava fria e dei um mergulho. Emergí mais pra frente dando umas braçadas, ao me voltar não vi mais o Saci; nadei de volta e saí da água, um ventinho me arrepiou, procurei minhas roupas, mas que nada; foi o Saci, o malandro havia levado minhas roupas, tive que ir pra casa me escondendo pela mata para que ninguém me visse.

Quando o sol se aproximou do horizonte os trabalhadores, que faziam serviços em roças e fazendas das redondezas, começaram a chegar em seus lares. Todos vieram cedo, não era bom que a noite chegasse e encontrasse alguém caminhando pela estradinha. Anoiteceu de mancinho, naquele dia não houve vento nem nuvens a lua e as estrelas logo apareceram deixando a noite clara, melhor assim, pois os lampiões das ruas que estavam acesos na noite anterior, foram quebrados pelos coices da Mula. Algumas pessoas ainda tiveram coragem de formar dois ou três grupinhos para ficar conversando um pouco, no entanto, por volta das sete horas já não se via mais ninguém.

O tempo passava lentamente, os minutos se arrastavam devagar formando as horas, de repente ouviu-se outra vez o tropel: "Pocotó! Pocotó! Pocotó!..." Relinchos fortes e assustadores chegaram aos ouvidos daqueles que teimaram em ficar acordados. Meu sono estava leve, assim, logo que ela chegou fazendo toda aquela balbúrdia, acordei de vez. Os mais valentes e curiosos espiavam pelas frestas e puderam ver a besta. Como uma entidade demoníaca, ela pulava, relinchava, escoiceava o ar e soltava fortes labaredas como se estivesse enfrentando mil demônios, os relinchos saiam pelo mesmo lugar que saia o fogaréu, pois ao relinchar as chamas aumentavam produzindo uma infinidade de centelhas. A cena congelava o sangue até do mais intrépido dos observadores, era uma coisa aterrorizante, o medo dominava ao ponto da gente nem conseguir se mexer; eu fiquei ali olhando até a hora em que a danada, talvez já satisfeita, se retirou correndo mata afora, escoiceando, relinchando e soltando fogo pra todo lado. O silêncio imperava na vila, aos moradores não restava nada a não ser resignarem-se e dormir, pedindo a Deus para que aquilo não se repetisse novamente.

No outro dia levantei tarde, a noite passada só consegui pegar no sono altas horas; sai para brincar, encontrei meus amiguinhos todos jururus, as poucas brincadeiras não passavam dos limites do vilarejo, não tive nem entusiasmo para me juntar a eles; andei um pouco e depois decidi ir até a lagoa. Não chamei ninguém, tão pouco comentei sobre o Saci, embora o episódio ainda estivesse bem claro em minha mente, não estava com medo dele, por sinal queria até encontrá-lo para passar-lhe uma reprimenda por ter sumido com minha roupa. Cheguei na lagoa e tirei as vestes, estava meio arisco, como sempre molhei o dedão do pé, dei uma boa olhada em volta mas não vi nada. Mergulhei emergindo rápido e já olhei para beira da lagoa, lá estava ele, pertinho de minhas roupas com seu cachimbo na boca, pulando e rindo que nem criança quando faz arte. Sem tirar os olhos dele, nadei em direção à borda.

_ E aí garoto, está mais esperto hoje, hem! He! He! He!

Saí da água, mas não falei nada da roupa que sumiu na tarde passada, me vesti e sentei no barranco cabisbaixo.

_ O que foi? Parece que você está meio triste.

_ É...

_ Fala aí, o que aconteceu?

Pensei um pouco e acabei chorando as mágoas.

_ Sabe o que é seu Saci, é que eu "tô" com medo da Mula-sem-cabeça.

_ Mula-sem-cabeça?! Mas por que, ela tem aparecido por estas bandas?

_ Tem sim! De noite...

Então eu contei das duas aparições seguidas que a Mula fez, quebrando tudo que encontrava pela frente e assustando todo mundo lá no vilarejo.

O Saci ficou bem sério e disse:

_ Olha aqui garoto, gostei de você! Vou te ajudar. Essa tal de Mula-sem-cabeça é muito metida, vive por aí apavorando todo mundo, mas eu sei bem como lidar com as gracinhas dela. O negócio é o seguinte, hoje a noite se ela aparecer, você pega um punhado de cinza, sopra no ar e diz: "Me ajuda Saci!" Três vezes, fale antes que toda a cinza caia no chão, então pode deixar tudo comigo.

Depois ele conversou mais um pouco, fez umas diabruras e desapareceu na floresta no meio de um redemoinho.

Fui embora mais esperançoso. "Será que o Saci vai fazer alguma coisa mesmo?" Cheguei em casa e desta vez contei tudo o que tinha acontecido pro meu pai e pra minha mãe, eles ficaram espantados, entreolharam-se; minha mãe se aproximou de mim e me abraçou, meu pai veio logo atrás, a nós só restava a esperança.

Quando a noite chegou, trouxe com ela nossos temores. Os lampiões da praça haviam sido restaurados pelos moradores e estavam cheios; não faziam muita luz, contudo, ajudados pela lua cheia, dava-nos uma ilusão de segurança. A maioria dos habitantes puseram um lampiãozinho pendurado pro lado de fora de casa. Nessa noite a vila ficou mais clara que de costume, era tudo silêncio, no ar fluía uma apreensão vivida por todos. O tempo foi passando... bem devagar... embora só ouvíssemos os sons da mata, eu não conseguí nem cochilar, meus sentidos estavam a mil, em alerta máxima. Após um bom tempo meu pai cochilou na cadeira apoiado na mesa, minha mãe tinha se retirado cedo, então eu ouvi, ou melhor, deixei de ouvir o barulho da mata, os grilos ficaram quietos, não se ouvia mais o coaxar dos sapos, nem um piado de alguma ave noturna, nada. Ao longe começou-se a ouvir o som conhecido: "Pocotó! Pocotó! Pocotó!..."

Cada vez mais perto, os terríveis relinchos chegavam aos nossos ouvidos dando a certeza agora de que era ela mesma que se aproximava. Os que tiveram coragem de olhar puderam ver a Mula-sem-cabeça. Mesmo para quem já tinha visto era muito tenebroso, o medo era tanto que petrificava a pessoa, é sim, a gente não conseguia nem se mexer; quando eu a vi quebrando as luzes, avançando nos casebres, escoiceando que nem louca, me lembrei que precisava fazer uma coisa; corri até o fogão de lenha, peguei um punhado de cinza e soprei no ar, ato contínuo falei:

_ Me ajuda Saci! Me ajuda Saci! Me ajuda Saci!

Antes que toda a cinza caísse no chão formou-se um redemoinho e do meio dele saiu o Saci-pererê. Surgiu dentro da minha casa, rodopiando e dando um riso debochado. Meu pai correu para a porta do quarto assustadíssimo, sua expressão era de espanto total; eu sabia que minha mãe devia estar assustada também.

_ He! He! He! Olá garoto! Quer dizer que me chamou mesmo, não é?! E cadê a tal Mula?

Não precisei nem responder, nesse instante a Mula-sem-cabeça relinchou e escoiceou o lampião que deixamos pendurado pro lado de fora e deve ter acertado a parede também que sendo de taboas fez um baita barulhão.

Calmamente o Saci tirou seu cachimbo do bolso, desta vez eu pude ver claramente que ele só estalou os dedos e uma chama apareceu em seu polegar, de modo natural ele botou fogo no fumo e soltou umas baforadas.

_ He! He! Agora pode deixar comigo!

Deu uma mexidinha em seu capuz e desapareceu, em seguida ouvimos sua risada do lado de fora, corri a olhar pelas frestas e lá estava ele, bem atrás da Mula. Quando ela ouviu a risada do Saci, virou-se pro lado dele e relinchou soltando uma rajada de fogo, mas o Saci, muito esperto, tocou no capuz e desapareceu antes que as chamas o atingissem, aparecendo novamente atrás da Mula. Ela ficou doida e mais brava ainda, escoiceava e soltava fogo em cima do Saci, mas ele sempre desaparecia e reaparecia atrás dela, dando risadas e soltando baforadas de fumaça. Aos poucos a Mula-sem-cabeça foi se cansando; num dado momento o Saci, que sempre estava atrás dela, deu um salto e montou em seu lombo; mesmo com uma perna só ele era um exímio cavaleiro, por mais que a Mula saltasse, se contorcesse, fizesse mil peripécias, não conseguia derrubá-lo. Ele segura firme em seu pescoço, com muito cuidado para que as chamas não lhe atingissem. A Mula tanto fez que não aguentou mais, acabou saindo em disparada para o meio da floresta soltando relinchos que pareciam gritos tenebrosos levando o Saci agarrado em seu dorso.

Depois daquela noite a Mula-sem-cabeça nunca mais veio ao nosso vilarejo e até hoje eu agradeço ao Saci, que de vez enquanto aparece por lá pra falar com qualquer garoto que tenha coragem.

Atualizado em (07-Mai-2011)

FONTE: http://ondalatina.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=384&Itemid=58