quinta-feira, 25 de agosto de 2011

STF publica decisão que declarou legal o piso nacional dos professores


STF confirmou que piso nacional deve ser interpretado como vencimento básico, sem gratificações e outros adicionais

Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou nesta quarta-feira, 24, o acórdão do julgamento ocorrido em abril que reconheceu a constitucionalidade da lei que criou o piso nacional do magistério. Alguns governos estaduais e prefeituras estavam aguardando a publicação do acórdão para se adequar à legislação. A Lei do Piso foi sancionada em 2008 e determinou que nenhum professor da rede pública com formação de nível médio e carga horária de 40 horas semanais pode ganhar menos de R$ 950 por mês. Com a correção, o valor do piso este ano passou para R$ 1.187. Quando a lei foi aprovada, cinco governadores entraram no STF questionando a constitucionalidade do piso nacional. Este mês, professores de 21 estados pararam as atividades para exigir o cumprimento da lei. Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), “a decisão do STF, tão aguardada por milhões de trabalhadores em educação, torna incontestável qualquer opinião que desafie a constitucionalidade e a aplicação imediata da lei”.



Prefeituras sem dinheiro. O STF confirmou, no julgamento, que o piso nacional deve ser interpretado como vencimento básico, isto é, sem gratificações e outros adicionais. As prefeituras alegam que não têm dinheiro para garantir o salário de acordo com o que determina a lei. Levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) com 1.641 prefeituras mostra que, considerando o piso como vencimento inicial, a média salarial paga a professores de nível médio variou, em 2010, de R$ 587 a R$ 1.011,39. No caso dos docentes com formação superior, os salários variaram entre R$ 731,84 e R$ 1.299,59. Outro levantamento, feito pela CNTE com os sindicatos filiados, mostrou que 17 estados não pagam aos professores o valor mínimo estabelecido em lei. Não há levantamento sobre o cumprimento da lei nas redes municipais. Estados e municípios podem pedir ao Ministério da Educação uma verba complementar para estender o piso nacional à todos os professores. Para conseguir o dinheiro, é preciso comprovar que aplica 25% da arrecadação em educação, como prevê a Constituição Federal, e que o pagamento do piso desequilibra as contas públicas. O MEC tem R$ 1 bilhão disponíveis para este fim, mas, desde que a lei foi criada, nenhuma das prefeituras que solicitaram a complementação de recursos cumpriu as exigências necessárias para receber o dinheiro.

Fonte: O Estado de São Paulo, 24/08/2011 - São Paulo SP

CONVOCAÇÃO PARA AUDIÊNCIA PÚBLICA NA ALESP – DIREITOS HUMANOS - 29 de Agosto/2011

Na próxima, segunda-feira, 29 de agosto, às 14 horas, no Auditório Franco Montoro, da Assembleia Legislativa, acontecerá uma audiência pública com a ministra Maria do Rosário Nunes, da Secretaria Especial de Direitos Humanos e Ângela Guimarães, Secretária Adjunta Nacional de Políticas para Juventude. A audiência será realizada pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Cidadania, da Participação e das Questões Sociais e SOS Racismo. Entre os temas tratados na ocasião, serão discutidos a Comissão da Verdade, a repressão contra a Juventude, a questão afrodescendente, indígena e os quilombolas. O Movimento Mães de Maio, a criminalização no campo, o abandono da cultura popular e os ataques homofóbicos também serão tratados na audiência pública. O evento terá como convidados entidades da sociedade civil e do movimento social organizado, além de entidades envolvidas com os Direitos Humanos:


Coletivo de Mulheres pela Verdade e Justiça;

Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos;

Núcleo de Preservação da Memória Política;

Grupo Tortura Nunca Mais;

Movimento Nacional de Direitos Humanos;

Fórum de ex-Presos Políticos;

Condepe – Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana;

Comissão de Justiça e Paz;

Associação Nelson Werneck Sodré;

Comissão Justiça e Paz;

Grupo LGBTT;



Conclamamos a todas entidades e organizações que atuam em defesa dos direitos humanos e atuam no combate ao racismo para participarem desta audiência.



Dia 29 de agosto, segunda-feira

Local: Auditório Franco Montoro, na Assembléia Legislativa

Horário: 14 horas



Informações:

Comissão de Direitos Humanos: 3886-6014 – e-mail: cdd@al.sp.gov.br

Gab. Deputado Adriano Diogo: 3886-6845 – e-mail: adrianodiogopt@yahoo.com.brGab.

Deputada Leci Brandão: 3886.6790 – e-mail: lecibrandao@al.sp.gov.br

SOS Racismo: 3886-6299 – e-mail: sosracismo@sp.gov.br