quinta-feira, 25 de agosto de 2011

STF publica decisão que declarou legal o piso nacional dos professores


STF confirmou que piso nacional deve ser interpretado como vencimento básico, sem gratificações e outros adicionais

Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou nesta quarta-feira, 24, o acórdão do julgamento ocorrido em abril que reconheceu a constitucionalidade da lei que criou o piso nacional do magistério. Alguns governos estaduais e prefeituras estavam aguardando a publicação do acórdão para se adequar à legislação. A Lei do Piso foi sancionada em 2008 e determinou que nenhum professor da rede pública com formação de nível médio e carga horária de 40 horas semanais pode ganhar menos de R$ 950 por mês. Com a correção, o valor do piso este ano passou para R$ 1.187. Quando a lei foi aprovada, cinco governadores entraram no STF questionando a constitucionalidade do piso nacional. Este mês, professores de 21 estados pararam as atividades para exigir o cumprimento da lei. Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), “a decisão do STF, tão aguardada por milhões de trabalhadores em educação, torna incontestável qualquer opinião que desafie a constitucionalidade e a aplicação imediata da lei”.



Prefeituras sem dinheiro. O STF confirmou, no julgamento, que o piso nacional deve ser interpretado como vencimento básico, isto é, sem gratificações e outros adicionais. As prefeituras alegam que não têm dinheiro para garantir o salário de acordo com o que determina a lei. Levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) com 1.641 prefeituras mostra que, considerando o piso como vencimento inicial, a média salarial paga a professores de nível médio variou, em 2010, de R$ 587 a R$ 1.011,39. No caso dos docentes com formação superior, os salários variaram entre R$ 731,84 e R$ 1.299,59. Outro levantamento, feito pela CNTE com os sindicatos filiados, mostrou que 17 estados não pagam aos professores o valor mínimo estabelecido em lei. Não há levantamento sobre o cumprimento da lei nas redes municipais. Estados e municípios podem pedir ao Ministério da Educação uma verba complementar para estender o piso nacional à todos os professores. Para conseguir o dinheiro, é preciso comprovar que aplica 25% da arrecadação em educação, como prevê a Constituição Federal, e que o pagamento do piso desequilibra as contas públicas. O MEC tem R$ 1 bilhão disponíveis para este fim, mas, desde que a lei foi criada, nenhuma das prefeituras que solicitaram a complementação de recursos cumpriu as exigências necessárias para receber o dinheiro.

Fonte: O Estado de São Paulo, 24/08/2011 - São Paulo SP

CONVOCAÇÃO PARA AUDIÊNCIA PÚBLICA NA ALESP – DIREITOS HUMANOS - 29 de Agosto/2011

Na próxima, segunda-feira, 29 de agosto, às 14 horas, no Auditório Franco Montoro, da Assembleia Legislativa, acontecerá uma audiência pública com a ministra Maria do Rosário Nunes, da Secretaria Especial de Direitos Humanos e Ângela Guimarães, Secretária Adjunta Nacional de Políticas para Juventude. A audiência será realizada pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Cidadania, da Participação e das Questões Sociais e SOS Racismo. Entre os temas tratados na ocasião, serão discutidos a Comissão da Verdade, a repressão contra a Juventude, a questão afrodescendente, indígena e os quilombolas. O Movimento Mães de Maio, a criminalização no campo, o abandono da cultura popular e os ataques homofóbicos também serão tratados na audiência pública. O evento terá como convidados entidades da sociedade civil e do movimento social organizado, além de entidades envolvidas com os Direitos Humanos:


Coletivo de Mulheres pela Verdade e Justiça;

Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos;

Núcleo de Preservação da Memória Política;

Grupo Tortura Nunca Mais;

Movimento Nacional de Direitos Humanos;

Fórum de ex-Presos Políticos;

Condepe – Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana;

Comissão de Justiça e Paz;

Associação Nelson Werneck Sodré;

Comissão Justiça e Paz;

Grupo LGBTT;



Conclamamos a todas entidades e organizações que atuam em defesa dos direitos humanos e atuam no combate ao racismo para participarem desta audiência.



Dia 29 de agosto, segunda-feira

Local: Auditório Franco Montoro, na Assembléia Legislativa

Horário: 14 horas



Informações:

Comissão de Direitos Humanos: 3886-6014 – e-mail: cdd@al.sp.gov.br

Gab. Deputado Adriano Diogo: 3886-6845 – e-mail: adrianodiogopt@yahoo.com.brGab.

Deputada Leci Brandão: 3886.6790 – e-mail: lecibrandao@al.sp.gov.br

SOS Racismo: 3886-6299 – e-mail: sosracismo@sp.gov.br

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Quatro a Zero – Música Instrumental



Dia: 13/8
Horário: 20h00
Local: Teatro da Escola SENAI Mario Amato (SESI São Bernardo do Campo)
Endereço: Av. José Odorizzi, 1555 – Assunção - São Bernardo do Campo/SP
Informações: (11) 4109-9499
Entrada franca

Choro Trio



Local: Flores na Varanda - Café Cultural
Dia: 20/08
Horário: 19h30
Endereço: Rua Camilo , 455 V. Romana - Lapa,SP
Informações: (11) 3674-8446
R$ - Não informado

Dona Inah homenageia Nelson Cavaquinho, que estaria completando 100 anos em 2011.



Dia: 18/08
Horário: 21h30
Local: Bar Templo
Endereço: Rua Guaimbé, 322 - Mooca - São Paulo
Informações: (11) 2601-1441

R$ 25,00

Anaí Rosa e A Sambíssima Trindade



Dia: 14/08 – Domingo
Horário: 16h30
Grátis
Local: Sesc Osasco
Endereço: Av. Sport Club Corinthians Paulista, 1.300 - Jardim das Flores – Osasco/SP
Informações: (11) 3184-0900

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

09 de Agosto - Dia Internacional dos Povos Indígenas.

Dia 09 de Agosto é comemorado o Dia Internacional dos Povos Indígenas.


Essa data diferentemente do dia 19 de Abril, foi uma conquista dos Povos Indígenas do mundo todo. É o dia em que há mais de vinte anos, chegou pela primeira vez, um Índio para reclamar seus direitos na sede da ONU.

Vamos nós brasileiros lembrar que o Dia do Índio não pode ser uma concessão do Estado Brasileiro ou do branco, mas uma data onde possamos realmente refletir os mais de 500 anos de opressão e os novos desafios da modernidade, as crises ambientais, a pobreza que começa a cercar nossas aldeias e o futuro da nossa juventude que quer ir para a Universidade, quer Emprego, quer Celular, Computador, Futebol... etc...

A comemoração é porque somos os verdadeiros donos da Terra. Não vamos deixar que esse dia se reduza a inauguração de exposição ou uma saudação governamental...

No Brasil éramos donos de tudo, mas diante da miséria do homem branco aceitamos primeiros os portugueses, os africanos, os holandeses, os franceses e agora, árabes, judeus, asiáticos e outros povos que vivem com qualidade de vida e paz que não tinham em suas terras.

Nós Povos Indígenas somos fortes, mas temos que aprender a usar essa força para nossa autonomia econômica (gestão territorial), afirmação da identidade cultural e respeito ao Grande Espírito e a Mãe Terra.

Vamos mostrar isso e compartilhar isso com o Brasil do sonho indígena onde o respeito é mútuo e a dignidade é de todos!

Marcos Terena
Coordenador Indigena - RIO+20

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Wilson Batista (Wilson Batista de Oliveira)

Wilson Batista - Compositor. Cantor.
3/7/1913 Campos/RJ - 7/7/1968 Rio de Janeiro/RJ

Filho de um humilde pintor de paredes, funcionário da guarda municipal de Campos, RJ, João Batista de Oliveira e Isaurinha Alves de Oliveira. O gosto pela música veio da convivência com o tio, Ovídio Batista, que tocava vários instrumentos e era maestro da banda "Lira de Apolo", em Campos.

Fez sua estréia como músico, batendo triângulo na banda do tio. Participou, ainda em sua cidade natal, do bloco "Corbeille de flores", para o qual compôs várias músicas. Era mulato, tinha 1,65 m de altura, cabelos ondulados e rosto fino. Chegou a cursar o Instituto de Artes e Ofícios de Campos, buscando habilitar-se no ofício de marceneiro. Não teve oportunidade de adquirir muita instrução. Assinava o nome com grande esforço. Quando era solicitado a escrever um bilhete, a situação ficava mais difícil. No entanto, era capaz de fazer um poema com grande facilidade.

Em 1929, mudou-se sozinho para o Rio de Janeiro tentar ganhar a vida como compositor indo morar por algum tempo com um tio que era gari. Tinha dificuldades de se adaptar a empregos. Chegou a trabalhar como acendedor de lampiões na Light, logo que chegou à capital do país, mas por pouco tempo. Seu sonho era vencer como compositor de sambas. Foi um boêmio inveterado. Logo que chegou ao Rio, ainda adolescente, passou a freqüentar o Mangue, zona da prostituição e os cabarés e cassinos do famoso bairro da Lapa. Foi ali que o jovem travou contato com a vida boêmia e musical da cidade. Gostava de se divertir, das mulhers e de ouvir música. Ao começo nunca foi de beber e nem era chegado ao jogo de azar. Descobriu, logo depois, a Praça Tiradentes, com seus teatros. Na década de 1930, um dos grandes mercados para compositores e músicos era o teatro musicado, de revista. Um dos pontos onde os profissionais de teatro se reuniam era a Leiteria Dom Pedro I e o Café Carlos Gomes, na Praça Tiradentes. Foi nesse local que conheceu muitos personagens da música popular daquele tempo: Roberto Martins, Nássara, Ataulfo Alves, Antônio Almeida, Geraldo Pereira, Jorge Faraj e tantos outros.

Era um contumaz vendedor de sambas e não tocava nenhum instrumento, embora fosse afinado, a não ser sua caixinha-de-fósforos. Foi casado e tornou-se pai de dois filhos, embora a vida boêmia o levasse a ficar até três dias sem aparecer em casa, para desespero da esposa. Foi morador da Ilha de Paquetá e costumava chamar a todos de "Major", fazendo o pedido de costume: "Tem um dinheirinho aí pro Cabo Wilson?".

Viveu em meio à boemia, até o coração adoecer. Apesar da fama e do sucesso alcançado ao longo de sua carreira, morreu pobre. No fim da vida, quando encontrava um velho companheiro fazia o pedido de sempre: "Posso apanhar um dinheirinho com você, Major?". Faleceu no Hospital Sousa Aguiar, no Centro do Rio de janeiro, no dia 7 de julho de 1968, quatro dias depois de completar 55 anos. Os amigos liderados por R. C. Albin se cotizaram para levar o corpo para a Capela Santa Terezinha, ao lado do Hospital e em frente à Praça da República. No dia seguinte levaram o corpo para o cemitério do Catumbi e o sepultaram somente quando o sol se pôs. Dias antes, o Museu da Imagem e do Som tentara gravar seu depoimento. Doente, ele resistia à idéia do depoimento, quase implorando a Ricardo Cravo Albin, então diretor do MIS: "Ricardo, você não vê que não tenho voz para contar tudo o que eu quero...". Ainda assim, deixou gravado o último samba, sem nome, só assobiado e com o ritmo simples e sincopado de sua caixinha-de-fósforos, além de uma então música inédita homenageando Nelson Cavaquinho.

Começou a carreira, freqüentando os cabarés da Lapa, RJ, onde fez amizade com os irmãos Meira, malandros de má fama da época. Por causa dessa amizade, chegou a ser preso várias vezes. Logo depois, conseguiu ingressar no ambiente artístico, empregando-se como eletricista e ajudante de contra -regra no Teatro Recreio, na Praça Tiradentes. A casa vivia cheia, com as peças de Aracy Cortes e Margarida Max. Fez o primeiro samba aos 16 anos, "Na estrada da vida", que para sua alegria, foi cantado no Teatro Recreio pela própria estrêla Aracy Cortes, na época a cantora popular mais famosa da então capital da República.

Em 1932, teve sua primeira composição gravada, o samba "Por favor vai embora", parceria com Benedito Lacerda e Osvaldo Silva lançado por Patrício Teixeira na Victor. Em 1933, teve gravados os sambas "Desacato", com P. Vieira, registrado por Francisco Alves, Castro Barbosa e Murilo Caldas na Odeon e que se tornou seu primeiro sucesso; "Eu vivo sem destino", com Sílvio Caldas e Osvaldo Silva, lançado por Sílvio Caldas; "Na estrada da vida", gravado por Luiz Barbosa e a batucada "Barulho no beco", lançada por Almirante, as três últimas, na Victor. Nesse ano, Sílvio Caldas gravou na RCA Victor o samba "Lenço no pescoço", que iniciaria uma famosa polêmica musical travada com Noel Rosa. Com letra que fazia a apologia da malandragem, o samba traçava o retrato perfeito do malandro carioca daquele período: "Meu chapéu de lado/ Tamanco arrastando/ Lenço no pescoço/ Navalha no bolso/ Eu passo gingando/Provoco desafio/ Eu tenho orgulho de ser vadio/ Sei que eles falam desse meu proceder/ Eu vejo quem trabalha andar no miserê". Também nessa época, atuou como crooner de um conjunto de subúrbio, a Orquestra de Romeu de Malaguta. Nesse período, era um assíduo freqüentador da "Esquina do Pecado", reduto dos sambistas em início de carreira, uma espécie de Café Nice dos pobres. Ele era um sambista da vertente da malandragem, da vadiagem, da orgia, da gandaia. Os freqüentadores do Café Nice representavam o sambista respeitável, boêmio, mas, profissional.

Pouco tempo depois, Noel Rosa escreveu o samba "Rapaz folgado" como resposta à exaltação da malandragem feita em "Lenço no pescoço". A polêmica teve continuidade com seu samba "Mocinho da Vila". Em 1934, Noel Rosa respondeu com o samba "Feitiço da Vila" que teve como resposta o samba "Conversa fiada", respondido por Noel Rosa com o samba "Palpite infeliz". Nesse ano, teve gravados os samba "Cadê a fantasia", parceria com Valfrido Silva, por Almirante e "Está no meu caderno", com Benedito Lacerda e Osvaldo Silva, por Mário Reis, ambos na Victor. No ano seguinte,o Bando da Lua gravou na Victor o samba "Raiando", com Murilo Caldas, que por sua vez, gravou na Columbia a marcha "Se você morrer", com Roberto Martins. Deu ainda sequência à polêmica com Noel Rosa com mais dois sambas, "Frankenstein da Vila" e "Terra de cego", que acabaram não recendo resposta. Apesar dessa polêmica, acabou ficando amigo de Noel Rosa.

Em 1936, com Erasmo Silva, que ele considerava um sósia seu, constituiu a dupla "Verde e Amarelo" que chegou a gravar dez disco em 78 rpm. Fizeram temporada de três meses em Buenos Aires, Argentina, junto com a orquestra "Os Almirantes Jonas". De volta ao Brasil, ficaram um ano em São Paulo, onde gravaram o primeiro disco, com as Irmãs Vidal, pela Columbia, com as músicas "Adeus, adeus", de Francisco Alves e Frazão e "Ela não voltou", dos mesmos autores e mais Aluísio Silva Araújo. Em São Paulo, trabalharam nas rádios Atlântica, de Santos e Record, da capital paulista. Fizeram temporada em Porto Alegre e Pelotas, retornando à São Paulo para trabalharem na Rádio Tupi. Também em 1936, seu samba "Não durmo em paz", com Germano Augusto, foi gravado na Odeon por Carmen Miranda.

EM 1937, gravou com Erasmo Silva o samba "Não devemos brigar". Em 1938, atuando com Erasmo Silva em São Paulo, recebeu uma carta de Sílvio Caldas avisando que a Rádio Mayrink Veiga tinha interesse em contratá-los. Voltaram ao Rio de Janeiro e passaram a atuar naquela rádio com sucesso. Mas ele não pretendia fazer carreira como cantor. Queria mesmo era firmar-se como compositor. Erasmo Silva, percebendo que o parceiro não tinha o mesmo objetivo que ele, decidiu voltar à Argentina, desfazendo a dupla "Verde e Amarelo", que o famoso locutor da rádio, César Ladeira anunciava como tendo "cores diferentes, vozes iguais!". No mesmo ano seguinte, seu samba "O teu riso tem", parceria com Roberto Martins foi lançado pela Odeon na voz de Sílvio Caldas. Conheceu seu primeiro grande sucesso na voz de Moreira da Silva com o samba "Acertei no milher", parceria com Geraldo Pereira gravado na Odeon. Nesse ano, Cinara Rios gravou na Victor o samba "Artigo nacional", com Germano Augusto. Também na Victor, Aracy de Almeida gravou "Brigamos outra vez" e Odete Amaral "Chinelo velho", sambas feitos em parceria com Marino Pinto. Também no mesmo ano, teve gravados na Columbia a marcha "Cowboy do amor", com Roberto Martins, pelos Anjos do Inferno e "Carta verde", samba com W. Silva e A . Lima, gravado por Zilá Fonseca. Nessa época, tinha um "relações públicas", talvez o primeiro a surgir em nossa música popular, o amigo português Germano Augusto, que se tornou parceiro seu parceiro em 14 músicas. Germano era mestre em "descobrir" músicas entre marinheiros freqüentadores da zona do baixo meretrício. Através de Germano, conheceu o bicheiro China, para quem vendeu várias músicas. Quando estava sem dinheiro, procurava o China: "Quer um sambinha barato, Major?". Ainda em 1939, compôs com Ataulfo Alves o samba "Oh! Seu Oscar" gravado por Cyro Monteiro na Victor e que venceu o concurso de músicas para o carnaval, promovido pelo DIP, Departamento de Imprensa e Propaganda, do governo Vargas.

Por volta de 1940, sua temática mudou, por conta de suas novas parcerias, e, principalmente, pela influência de uma portaria do governo que proibia a exaltação da malandragem. Nessa época, elegeu Cyro Monteiro e Aracy de Almeida como seus dois intérpretes favoritos. Com Cyro Monteiro obteve grande sucesso em 1940 com o samba "O bonde de São Januário", parceria com Ataulfo Alves, que tinha uma letra de exaltação ao trabalho e que foi muito cantado no carnaval seguinte, seja com a letra original, seja com a alteração promovida pela população que em lugar de cantar "O bonde São Januário/Vai levar mais um operário/Sou eu que vou trabalhar", passou a cantar: "O bonde São Januário vai levar mais um otário/Pra ver o Vasco apanhar". Teve mais um samba lançado por Aracy de Almeida em 1941, "Eu não sou daqui", parceria com Ataulfo Alves. Nesse ano, fez com Moreira da Silva o samba "Esta noite eu tive um sonho", gravado por Moreira da Silva e com Haroldo Lobo a marcha "Essa vida não é sopa", grabada por Patrício Teixeira. Também no mesmo ano, Vassourinha gravou com grande sucesso na Columbia o samba "Emilia".

Em 1942, teve outra parceria com Ataulfo Alves gravada, o samba "Faz um homem enlouquecer", lançado por Cyro Monteiro na Victor. Nesse ano, Carlos Galhardo gravou o samba "Largo da Lapa", com Marino Pinto; Sílvio Caldas o samba "Meus vinte anos", parceria dos dois e Déo os sambas "No mundo da lua", com Zé da Zilda e "A outra santa", com Jorge de Castro. No ano seguinte, obteve novo grande sucesso com o samba "Louco (Ela é o seu mundo), parceria com Henrique de Almeida gravado por Orlando Silva na Odeon. Também em 1943, teve gravados os sambas "Gosto mais do Salgueiro", parceria com Germano Augusto, por Aracy de Almeida na Odeon; "Fala baiano", com Roberto Martins, lançado pelos Anjos do Inferno na Columbia e "Botões de laranjeira", com Jorge de Castro gravado por Orlando Silva na Odeon.

Em 1944, Carlos Galhardo gravou na Victor o samba "Deus no céu e ela na terr", parceria com Marino Pinto. Também nesse ano, o samba "Como se faz uma cuíca" foi gravado pelos Anjos do Inferno na Victor e a marcha "O mundo às avessas" e o samba "Não tenho juízo", as duas com Haroldo Lobo, por Aracy de Almeida na Odeon. Em 1945, Linda Batista gravou na Victor a marcha "No boteco do José", parceria com Augusto Garcez, e que fazia uma brincadeira com a torcida do Vasco da Gama e que foi grande sucesso do carnaval do ano seguinte.

Teve gravado em 1946, por Aracy de Almeida na Odeon, o samba "Memórias de torcedor", parceria com Geraldo Gomes. A mesma Aracy de Almeida regravou com sucesso nesse ano o samba "Louco (Ela é o seu mundo)"; Carlos Galhardo lançou na Victor o samba "Comício em Mangueira", com Germano Augusto e Orlando Silva gravou na Odeon o samba "Gostei de você", com Arlindo Marques Junior. Três anos depois, conheceu no grande sucesso carnavalesco com a marcha "Pedreiro Valdemar", parceria com Roberto Martins e gravada por Blecaute em novembro do ano anterior. Em novembro de 1949, Jorge Goulart gravou na Continental a marcha "Balzaquiana", cujo título se reporta ao escritor francês Honoré de Balzac, parceria com Nássara e grande sucesso no carnaval do ano seguinte. Ainda em 1949, fez sucesso com o samba "Chico Brito", com Afonso Teixeira gravado por Dircinha Batista na Odeon. Este samba, aliás, foi o primeiro a fazer referência à maconha na MPB.

Em 1950, Dircinha Batista gravou na Odeon a marcha "Pindamonhangaba", com Pedro Caetano. No ano seguinte, a marcha "Pombinha branca", com Nássara foi gravada por Gilberto Milfont na Victor. Na mesma gravadora, o grupo Anjos do Inferno gravou o samba "Olhos vermelhos", com Roberto Martins. Ainda nesse ano, conheceu novo sucesso como samba "Mundo de zinco", parceria com Nássara e gravado por Jorge Goulart na Continental. Em 1952, Nelson Gonçalves lançou na Victor a marcha "Minha linda hindu", parceria com Nássara e os Quatro Azes e Um Coringa o samba "Garota dos discos", com Afonso Teixeira.

A marcha "Um brasileiro em Paris", com Jorge de Castro e o samba "Sistema nervoso", com Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti foram gravadas por Orlando Correia na Todamérica em 1953, mesmo ano em que Emilinha Borba gravou na Continental o "Baião de São Pedro", com Alberto Rego e Nelson Gonçalves na Victor o samba "Datilógrafa", com Jorge Faraj. Roberto Silva gravou em 1955 na Copacabana o samba "Vedete", com Jorge de Castro. Nesse ano, teve mais uma de suas composições de temática sobre o futebol gravada, o "Samba rubro-negro", com Jorge de Castro lançado por Roberto Silva na Copacabana. No ano seguinte com Jorge de Castro e Nássara fez o samba "Vou para Goiás" gravado na Victor por Nelson Gonçalves. Ainda em 1956, as músicas de sua polêmica com Noel Rosa foram reunidas no LP "Polêmica", da gravadora Odeon, interpretadas por Roberto Paiva e Francisco Egídio.

Em 1957, teve gravados o samba "Vagabundo", com Jorge de Castro por Roberto Silva na Copacabana; "Taberna", com Cícero Nunes, por Roberto Luna na Odeon e "Sempre Mangueira", com Jorde de Castro e Nássara, por Jorge Goulart na Continental e a marcha "Uma vaca Vitória", com Jorge Murad, por Jorge Veiga na Continental. Em 1958, Gilberto Alves gravou na Copacabana a marcha "Velhice transviada" e Jorge Goulart na Victor o samba "O último samba", parcerias com Jorge de Castro. Nesse ano, o samba "Rei do futebol", com Jorge de Castro foi gravado por Roberto Silva na Copacabana. No ano seguinte, homenageou o jogador Garrincha, do Botafogo o Rio com a marcha "Mané Garrincha" gravada pela vedete Angelita Martinez.

Em 1961, fez com Jorge de Castro, o principal parceiro da fase final de sua carreira, o samba "A última mulher" gravado por João Dias na Columbia e com Jorge de Castro e Luiz Vanderley o chachacha "Rei Pelé", homenagem ao jogador de futebol Pelé, gravado por Luiz Vanderley na Victor. Dois anos depois a vedete Anilza Leoni gravou no selo Albatroz a marcha "Terezinha", com J. Batista. Em 1968, foi conviado a participar da Bienal do samba em São Paulo, criada pela TV Record, mas sua música acabou chegando atrasada e não foi incluída no Festival. Por solicitação do crítico R. C. Albin, contudo, ele foi homenageado na finalíssima do evento com um pot-pourri dos seus maiores sucessos. Esta seria a última homenagem pública que lhe foi prestada enquanto ainda vivia.

Em 1977, teve os sambas "O bonde São januário", "Oh! Seu Oscar", "Mundo de zinco" e "Louco" regravadas pelo grupo vocal MPB-4 no LP "Antologias volume 2". Em 1979, Paulino da Viola regravou o samba "Chico Brito". Em 1985, foi publicado pela Funarte o livro "Wilson Batista e sua época", de Breno Ferreira Gomes.

Em 1995, Cristina Buarque regravou "Memórias de torcedor" no CD "Estácio e Flamengo 100 anos de samba e amor". Em 1997, a editora Globo, na série "MPB - Compositores" lançou um fascículo e um Cd dedicados a sua obra. Nesse CD estão presentes 12 composições suas, entre as quais, "Sistema nervoso", que havia sido gravado por Simone em seu segundo LP, interpretado por Paulinho Boca de cantor, "Flor da Lapa", por Cristina Buarque, "Meu mundo é hoje", por Eliete Negreiros e "Samba rubro-negro", por Carlinhos Vergueiro.

Obra:

A carta (c/ José Batista) • A conversa dos olhos (c/ Jorge de Castro) • A mão do Alcides (c/ Bento G. F. Gomes e Bruno Ferreira Gomes) • A mulher que eu gosto (c/ Ciro Sousa) • A nova Lapa (c/ José Batista e Antônio B. Freitas) • A respeito de amor (c/ Arnô Canegal) • A última mulher (c/ Jorge de Castro) • A vaca Vitória (c/ Jorge Murad) • A voz do sangue (c/ Valfrido Silva) • Abandonada (c/ Ari Monteiro e Alberto Rego) • Abigail (c/ Orestes Barbosa) • Acertei no milhar (c/ Geraldo Pereira) • Ai, ai que pena (c/ David Nasser) • Ai, ai, meu Deus (c/ Ataulfo Alves) • Ai... Ari (c/ Jorge de Castro) • Amor que maltrata (c/ Jorge de Castro) • Amor-perfeiro (c/ Ataulfo Alves) • Anjo cruel (c/ Alberto Rego) • Anjo dos ares (c/ Jorge de Castro) • Apaguei o nome dela (c/ Jorge de Castro e Haroldo Lobo) • Apesar dos pesares (c/ Jorge de Castro) • Argentina (c/ Newton Teixeira) • Artigo Nacional (c/ Germano Augusto) • As pupilas do seu Bocage (c/ Arnaldo Pais) • Até Jesus (c/ Ataulfo Alves) • Baião de São Pedro (c/ Alberto Rego) • Balzaquiana (c/ Nássara) • Barulho no beco (c/ Osvaldo Silva) • Bastião (c/ Brasinha) • Benedito não é de briga (c/ Germano Augusto) • Boca de siri (c/ Germano Augusto) • Bolha d'água (c/ Jorge de Castro) • Bolinho de cachaça (c/ Jorge de Castro e Antônio Almeida) • Bonjour, meu Rio (c/ Álvaro Matos e Antônio Barbosa Freitas) • Botões de laranjeira (c/ Jorge de Castro) • Brigamos outra vez (c/ Marino Pinto) • Cabelo branco (c/ Orestes Barbosa) • Cabo Laurindo (c/ Haroldo Lobo) • Cadê a fantasia? (c/ Valfrido Silva) • Cadê a Jane? (c/ Erasmo Silva) • Café Nice (c/ Jorge de Castro) • Cala a boca, Etelvina (c/ Antônio Almeida) • Calúnia (c/ Erasmo Silva) • Canção de crianças sem brinquedo (c/ Ari Monteiro) • Candango feliz (c/ Jorge de Castro e Antônio Almeida) • Cansei de chorar • Canta... • Cara boa (c/ Jorge de Castro e Alberto Jesus) • Cara-de-pau (c/ Flora Matos e L. W. de Almeida) • Cara-de-pau (c/ Isaías Ferreira e Átila Nunes) • Carcará chegou (c/ Antônio Barbosa Freitas e W. Levita) • Carmen (c/ Jorge de Castro) • Carta verde (c/ Valfrido Silva e Lima) • Casa vazia (c/ Erasmo Silva) • Casinha pequenina (c/ Murilo Caldas) • Cego de amor (c/ Geraldo Pereira) • Chico Brito (c/ Afonso Teixeira) • Chico Viola (c/ Nássara) • Chinelo velho (c/ Marino Pinto) • Chorei por você (c/ Jorge de Castro) • Cidade de São Sebastião (c/ Nássara) • Cigano (c/ Jorge de Castro) • Cinderela (c/ Jorge de Castro e José Utrini) • Cinzas de amor (c/ Jorge de Castro) • Cocktail de 44 (c/ Haroldo Lobo) • Coisas do destino • Coisas nossas (c/ Jorge de Castro) • Com açúcar (c/ Darci de Oliveira) • Comício em Mangueira (c/ Germano Augusto) • Como se faz uma cuíca (c/ Haroldo Lobo) • Complexo (c/ Magno de Oliveira) • Consuelo (c/ José Batista) • Conversa de mercadinho (c/ Álvaro Matos e Antônio Barbosa Freitas) • Conversa fiada • Copacabana à noite (c/ Jorge de Castro) • Coração otário (c/ José Batista) • Cosme e Damião (c/ Jorge de Castro) • Cowboy do amor (c/ Roberto Martins) • Cupido (c/ Jorge de Castro) • Datilógrafa (c/ Jorge Faraj) • Deixa vir a mim as mulheres (c/ Jorge de Castro) • Depois da discussão (c/ Marino Pinto) • Depois que a saudade passou (c/ Jorge de Castro) • Derrota (c/ José Batista) • Desacato (c/ Murilo Caldas) • Desacato (c/ Paulo Vieira) • Desejo (c/ Jorge de Castro) • Despedida cruel (c/ Álvaro Matos e Antônio Barbosa Freitas) • Despejo (c/ José Batista) • Deus no céu e ela na terra (c/ Marino Pinto) • Dez minutos de amor (c/ Valdemar Gomes) • Dezesseis é leão (c/ José Batista) • Diagnóstico (c/ Germano Augusto) • Direito de sambar (c/ Antônio Barbosa Freitas) • Disse me disse • Doida (c/ Jorge de Castro) • Dolores Sierra (c/ Jorge de Castro) • Don Juan (c/ Bruno Ferreira Gomes) • Dona Elvira (c/ Aldo Cabral) • Drama de amor (c/ Jorge de Castro) • Duas janelas (c/ Jorge Faraj) • Dúvida (c/ Jorge de Castro) • É mato (c/ Alvaiade) • E o cinqüenta e seis não veio (c/ Haroldo Lobo) • É tudo meu (c/ Nássara) • Ela é (c/ Claudionor Cruz) • Elza (c/ Roberto Martins) • Elza (c/ Vicente Longo e Valdemar Camargo) • Emília (c/ Haroldo Lobo) • Essa mulher tem qualquer coisa na cabeça (c/ Cristóvão de Alencar) • Essa vida não é sopa (c/ Haroldo Lobo) • Esta noite eu tive um sonho (c/ Moreira da Silva) • Estás no meu caderno (c/ Benedito Lacerda e Osvaldo Silva) • Eu e o mar (c/ José Batista) • Eu lhe avisei (c/ Alberto Jesus) • Eu não sou daqui (c/ Ataulfo Alves) • Eu sou de Niterói (c/ Ataulfo Alves) • Eu também sou Batista (c/ José Batista) • Eu vivo sem destino (c/ Sílvio Caldas e Osvaldo Silva) • Fala, baiano (c/ Roberto Martins) • Fantoche (c/ Américo Seixas) • Faz um homem enlouquecer (c/ Ataulfo Alves) • Felicíssimo (c/ Alberto Jesus) • Festa em meus olhos (c/ Jorge de Castro) • Filomena, cadê o meu? (c/ Antônio Almeida) • Fim de mundo (c/ Jorge de Castro e José Utrini) • Flerte (c/ Jorge de Castro) • Flor da Lapa (c/ César Brasil) • Foi milagre (c/ Nássara) • Formosa Argentina (c/ Germano Augusto) • Frankenstein da Vila • Ganha-se pouco mas é divertido (c/ Ciro de Sousa) • Garota bossa nova (c/ Antônio Almeida e Jorge de Castro) • Garota dos discos (c/ Afonso Teixeira) • Garota enxuta (c/ Jorge de Castro e Átila Nunes) • Gaúcho bom (c/ Roberto Martins) • Geni (c/ Jorge de Castro e Átila Nunes) • Gênio mau (c/ Rubens Soares) • Gostei de você (c/ Arlindo Marques Júnior) • Gosto mais do Salgueiro (c/ Germano Augusto) • Greve de alegria (c/ Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti) • Grito das selvas (c/ Augusto Garcez) • Guiomar (c/ Haroldo Lobo) • Heloísa (c/ Jorge de Castro e Luís Wanderley) • Hilda (c/ Haroldo Lobo) • Hildebrando (c/ Haroldo Lobo) • História da favela (c/ Nássara) • História da Lapa (c/ Jorge de Castro) • História de criança (c/ Germano Augusto) • Homem marcado (c/ Erasmo Silva) • Imploro uma esmola (c/ Antônio Almeida) • Incompatibilidade (c/ Jorge de Castro) • Índio Perpétuo (c/ Alberto Jesus e Paulinho) • Inimigo do batente (c/ Germano Augusto) • Inocente (c/ Brasinha e Marcleo) • Interessante (c/ Erasmo Silva) • Intriga (c/ Magno de Oliveira) • Já sei (c/ L. Paiva) • João sem teto (c/ Roberto Roberti e Arlindo Marques Júnior) • Juvenal (c/ Jorge de Castro) • Lá vem Mangueira (c/ Jorge de Castro e Haroldo Lobo) • Ladrão de corações (c/ Valfrido Silva) • Lar vazio (c/ Nóbrega de Macedo) • Largo da Lapa (c/ Marino Pinto) • Lavei as mãos (c/ Marino Pinto) • Lenço no pescoço • Levante a moral (c/ Jorge de Castro) • Linda cubana (c/ Jorge de Castro e Jorge Neves Bastos) • Louco (Ela é seu mundo) (c/ Henrique de Almeida) • Louco (c/ Antônio Almeida) • Mãe solteira (c/ Jorge de Castro) • Mais respeito com a Bahia (c/ Luís Wanderley) • Mais uma taça (c/ Jorge de Castro) • Mal-agradecido (c/ Buci Moreira) • Mamãe orando (c/ Paulo Gesta) • Mané Garrincha (c/ Jorge de Castro e Nóbrega de Macedo) • Mangueira, meu berço (c/ Jorge de Castro e Átila Nunes) • Mania da falecida (c/ Ataulfo Alves) • Marcha da fofoca (c/ Jorge de Castro) • Marcha da galinha (c/ Jorge de Castro) • Marcha das fãs (c/ Jorge de Castro) • Marcha do boi (c/ Jorge de Castro) • Marcha do bombeiro (c/ Américo Pires) • Marcha do cau-cau • Marcha do corcundinha (c/ Américo Seixas) • Marcha do J. J. (c/ Jorge de Castro) • Marcha do pião (c/ Jorge de Castro e Nássara) • Margarida (c/ Haroldo Lobo) • Maria da sorte (c/ Nássara) • Maria Isabel (c/ Erasmo Silva) • Mariposa (c/ João da Baiana) • Martírio (c/ Roberto Roberti e Arlindo Marques Júnior) • Matéria plástica (c/ Jair Amorim) • Me dê meu boné (c/ Jorge de Castro) • Meia-noite (c/ José Batista e Brasinha) • Memórias de torcedor (c/ Geraldo Gomes) • Mercador (c/ Ari Monteiro) • Meu assunto é sambar (c/ Lourival Ramos) • Meu drama (c/ Ataulfo Alves) • Meu mundo é hoje (c/ José Batista) • Meu viver (c/ Jorge de Castro e Verinha Falcão) • Meus vinte anos (c/ Sílvio Caldas) • Minha linda hindu (c/ Nássara) • Miss Brasil (c/ Jorge de Castro e Américo Seixas) • Miss Mangueira (c/ Antônio Almeida) • Mocinho da Vila • Mulher do seu Oscar (c/ Ataulfo Alves) • Mundo cruel (c/ Paulo Marques) • Mundo de madeira (c/ Jorge de Castro) • Mundo de zinco (c/ Nássara) • Na base do amendoim (c/ Jorge de Castro) • Na estrada da vida • Não devemos brigar • Não durmo em paz (c/ Germano Augusto) • Não é economia (c/ Haroldo Lobo) • Não era assim (c/ Haroldo Lobo) • Não sei dar adeus (c/ Ataulfo Alves) • Não sou Manuel (c/ Roberto Martins) • Não tenho juízo (c/ Haroldo Lobo) • Não tô charlando (c/ Jorge de Castro) • N-A-O-til, não (c/ Marino Pinto) • Naquela base (c/ Jorge de Castro) • Nasci cansado (c/ Henrique Alves) • Nega Luzia (c/ Jorge de Castro) • No boteco do José (c/ Augusto Garcez) , • No fim da estrada (c/ Nóbrega de Macedo) • No mundo da lua (c/ Zé da Zilda) • No tempo do vintém (c/ Jorge de Castro) • Noite de amor (c/ Jorge de Castro) • Nosso presidente continua (c/ Haroldo Lobo) • O Alberto bronquiou (c/ Haroldo Lobo) • O bom é ele (c/ Alberto Jesus) • O bonde de São Januário (c/ Ataulfo Alves) • O cinzeiro de Zazá (c/ Nássara) • O coração é meu (c/ Erasmo Silva) • O doutor quer falar com você (c/ Alberto Maia) • O gato e o rato (c/ Augusto Garcez e Arnô Canegal) • O homem dos bilhetinhos (c/ Jorge de Castro e Luís Wanderley) • O Juca do pandeiro (c/ Augusto Garcez) • O mundo às avessas (c/ Haroldo Lobo) • O mundo vai se admirar (c/ Erasmo Silva) • O princípio do fim (c/ Jorge de Castro) • O Senhor do Bonfim te enganou (c/ Claudionor Cruz e Pedro Caetano) • O último (c/ Jorge de Castro) • Oh! dona Inês (c/ Marino Pinto) • Oh! seu Oscar (c/ Ataulfo Alves) • Olha a cara desse boneco (c/ Jorge de Castro e Luís Wanderley) • Olha lá um balão (c/ Roberto Martins) • Olho nela (c/ Germano Augusto) • Olhos vermelhos (c/ Roberto Martins) • Outras mulheres (c/ Jorge de Castro) • Papai não vai (c/ Ataulfo Alves) • Parabéns pra você (c/ Roberto Martins) • Parabéns, Rio (c/ Alberto Jesus) • Passou (c/ Magno de Oliveira) • Paulistinha (c/ Osvaldo Morigge) • Pausa para meditação (c/ Américo Seixas) • Pé-de-ouro (c/ Oldemar Magalhães) • Pedreiro Valdemar (c/ Roberto Martins) • Pertinho do céu (c/ Roberto Martins) • Pierrô (c/ Jorge de Castro e Nicolau Durso) • Pindamonhangaba (c/ Pedro Caetano) • Pombinha branca (c/ Nássara) • Por favor, vai embora (c/ Benedito Lacerda e Osvaldo Silva) • Prece ao sol (c/ Jorge de Castro) • Preconceito (c/ Marino Pinto) • Presente do céu (c/ Jorge de Castro) • Quando dei adeus (c/ Ataulfo Alves) • Que papagaio sou eu? (c/ Henrique de Almeida) • Quero evitar (c/ Max Bulhões) • Quero um samba (c/ Valdemar Gomes) • Raiando (c/ Murilo Caldas) • Recado que a Maria mandou (c/ Haroldo Lobo) • Refletindo bem (c/ J. Cascata) • Rei do futebol (c/ Jorge de Castro) • Rei Pelé (c/ Jorge de Castro e Luís Wanderley) • Rio quatrocentão (c/ Luís Wanderley) • Rosalina (c/ Haroldo Lobo) • Rosas Vermelhas (c/ Jorge de Castro) • Sabotagem no morro (c/ Haroldo Lobo) • Samba da lanterna (c/ Jorge de Castro) • Samba do Méier (c/ Dunga) • Samba do tricampeão (c/ Jorge de Castro) • Samba rubro-negro (c/ Jorge de Castro) • Sambei vinte e quatro horas (c/ Haroldo Lobo) • Saudade no sangue (c/ Jorge de Castro) • Saudade (c/ Jorge de Castro e José Utrini) • Saudades (c/ Murilo Caldas) • Se eu fosse pintor (c/ Ataulfo Alves) • Se não fosse eu... (c/ Haroldo Lobo e Jorge de Castro) • Se você morrer (c/ Roberto Martins) • Sempre Mangueira (c/ Jorge de Castro e Nássara) • Senhor açougueiro (c/ Erasmo Silva) • Senhor do Corcovado (c/ Roberto Martins) • Será (c/ Ataulfo Alves) • Sereia de Copacabana (c/ Nássara) • Sinhá-moça (c/ Alberto Rego) • Sistema nervoso (c/ Roberto Roberti) • Skindô (c/ Luís Wanderley) • Só apanho resfriado (c/ Erasmo Silva) • Só para mulheres (c/ Ari Monteiro) • Só vejo você (c/ Roberto Martins) • Sofia Loren (c/ Jorge de Castro) • Sorria (c/ Jorge de Castro) • Sou fã da jovem guarda (c/ Antônio Barbosa Freitas e L. França Santos) • Sou um barco (c/ Alberto Rego) • Suplício (c/ Nóbrega de Macedo e Brasinha) • Tá Maluca (c/ Germano Augusto) • Tá na cara (c/ Carlos Machado) • Taberna (Você me condena) (c/ Cícero Nunes) • Tango do amor (c/ Manuel Cartaz) • Tenho que fugir (c/ Germano Augusto) • Tenor de banheiro (c/ Arnaldo Pais) • Teresinha (c/ José Batista) • Terra boa (c/ Ataulfo Alves) • Terra de cego • Teu riso tem (c/ Roberto Martins) • Tião (c/ Jorge de Castro) • Timidez (c/ Marcleo) • Todo vedete (c/ Jorge de Castro) • Tortura mental (c/ Jorge de Castro) • Trinta e três (c/ Jorge de Castro) • Tu não me dizes (c/ Erasmo Silva) • Um baile na chacrinha (c/ José Batista) • Um brasileiro em Paris (c/ Jorge de Castro) • Um pedaço de mim (c/ Cristóvão de Alencar) • Uma casa brasileira (c/ Everaldo de Barros) • Vagabundo (c/ Jorge de Castro) • Vale mais... (c/ Marino Pinto) • Vedete (c/ Jorge de Castro) • Velhice transviada (c/ Jorge de Castro) • Velho marinheiro (c/ Alberto Ribeiro) • Vinte e cinco anos (c/ Cristóvão de Alencar) • Virou... virou... (c/ Roberto Martins) • Vivaldino (c/ Jorge de Castro e José Utrini) • Você é meu xodó (c/ Ataulfo Alves) • Você já foi a São Paulo? (c/ Jorge de Castro) • Volta para casa, Emília (c/ Antônio Almeida) • Volte, meu amor (c/ Erasmo Silva) • Volúvel (c/ Oldemar Magalhães e César Brasil) • Vou botar no fogo (c/ Nássara) • Vou jogar meu pandeiro fora (c/ Arnô Provenzano e José P. Silva Júnior) • Vou pra Goiás (c/ Jorge de Castro e Nássara) • Vulto (c/ Marino Pinto).


Referências Bibliográficas
• ALBIN, Ricardo Cravo. O livro de ouro da MPB - A História de nossa música popular de sua origem até hoje. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.

• AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982.

• CARDOSO, Sylvio Tullio. Dicionário biográfico da música popular. Rio de Janeiro: Edição do autor, 1965.

• GOMES, Breno Ferreira. Wilson Batista e sua época. Rio de Janeiro: Funarte, 1985.

• MARCONDES, Marcos Antônio. (ED). Enciclopédia da Música popular brasileira: erudita, folclórica e popular. 2. ed. São Paulo: Art Editora/Publifolha, 1999.

• SEVERIANO, Jairo e MELLO, Zuza Homem de. A canção no tempo. Volume1. São Paulo: Editora: 34, 1999.

• VASCONCELOS, Ari. Panorama da música popular brasileira - volume 2. Rio de Janeiro: Martins, 1965.

Fonte: http://www.dicionariompb.com.br/

Centenário de Assis Valente

Assis Valente (José de Assis Valente)




19/3/1911 Bahia / 10/3/1958 Rio de Janeiro, RJ



Sabe-se que Assis nasceu na Bahia, mas não se sabe onde. Ele mesmo, em reportagens, era controverso. Ora dizia ter nascido em Campo da Pólvora, Salvador, (e dizia que por isso tinha a pele "queimada") ora em Santo Amaro da Purificação. Também declarou várias vezes ter nascido entre Pateoba e Bom Jardim. A data de nascimento, segundo seus biógrafos, também é outra incógnita: "Há uma certa segurança, num documento emitido no Rio em 1939, quando Assis se casou. Na certidão de casamento consta que ele veio ao mundo no dia 19 de março de 1908, natural de Pateoba.(...) Seus pais, conta o mesmo documento, seriam José de Assis Valente e Maria Esteves Valente. Durante a vida, em nenhuma entrevista ou reportagem ele se referiu aos pais, parecendo querer ignorar seu passado."1

Ainda pequeno Assis foi tirado dos pais por uma família de Alagoinhas (BA) que mais tarde se mudou para Salvador e depois para o Rio de Janeiro. No entanto, ele continuou na Bahia, trabalhando na farmácia de um hospital e estudando desenho no Liceu de Artes e Ofícios. Pouco depois Assis foi trabalhar num circo, como orador e comediante, até o fim da década de 20 quando mudou-se para o Rio de Janeiro. Excelente desenhista, vendeu alguns desenhos e ilustrações para duas revistas cariocas. Simultaneamente começou a trabalhar como protético. Habilidoso, diziam que as suas dentaduras só faltavam falar. Foi nessa época que conheceu o alagoano José de Aguiar Dantas, com quem conviveu de 1929 até o fim da vida. Juntos, com o dinheiro que Aguiar recebeu de uma herança, montaram um laboratório de prótese. Assis, que dominava o assunto, ensinava seu sócio que aprendia facilmente a profissão.

Assis Valente tornou-se um respeitado protético mas, a partir da década de 30, começou a mostrar sua instabilidade emocional. Um belo dia, sem mais nem menos, anunciou para Aguiar Dantas que ia passar uns tempos na Bahia e sumiu. Meses depois Assis voltou e já manifestava seu dom para a música: passava o dia inteiro cantando e batucando em cima das banquetas ou no fundo das gavetas. Extravagante, ele pagava tudo para todo mundo, mesmo sem ter dinheiro. Por isso tinha fama de rico. Amoroso, divertido e "mão-aberta", vivia rodeado de rapazes pela noite carioca. Segundo depoimentos de pessoas que conviveram com o compositor nessa época, quem o estimulou e até ensinou a fazer sambas foi Heitor dos Prazeres (1898-1966), pintor e compositor e, em 1932, inspirado pelo modismo de falar francês e principalmente inglês, Assis compôs sua primeira obra, Tem francesa no morro. Nesse mesmo ano conheceu Carmen Miranda, sua intérprete predileta e por quem se apaixonou. Foi através dela que Assis ficou conhecido no meio musical. Deslumbrado, foi deixando de lado seu trabalho como protético. Seu sócio inutilmente tentava trazê-lo de volta ao trabalho, incentivando-o a largar a música, mas este sumia e ficava às vezes meses sem aparecer. Quando voltava, envergonhado, jurava que ia assumir seu cargo no laboratório, deixar "essa coisa de sambista", era só o tempo de concluir umas gravações, aproveitava para pedir um dinheiro emprestado e... sumia de novo. Nos anos que se seguiram os fatos se repetiram, Assis tornou-se um dos mais requisitados compositores e não conseguia dedicar-se com afinco nem para a música, nem para o laboratório.

Como era moda, em 1935 Assis organizou um conjunto vocal, Bando Carioca, nos moldes do Bando da Lua. O conjunto durou até 1939, quando se desfez, sem nunca ter gravado. Em 1938, empolgado com o sucesso do samba Camisa Listada, criou o grupo carnavalesco Camisas Listadas, com o qual passou a desfilar pela cidade. No consultório, era um entra-e-sai de artistas. Aguiar Dantas, irritado, chegou a oferecer ao (ainda) sócio que fosse aos Estados Unidos fazer um curso de prótese, mas diante da recusa, Aguiar renunciou à sociedade. Ofendido, Assis procurou uma sala no mesmo prédio em que trabalhava e continuou esporadicamente exercendo sua atividade como protético. Com a ida de sua intérprete predileta, Carmen Miranda, para os Estados Unidos em 1939, a carreira de Assis começou a declinar. Em dezembro desse mesmo ano o compositor casou-se com Nadyle da Silva Santos, sem que a imprensa ou seus amigos da época ficassem sabendo. Passou a dedicar-se inteiramente à sua atividade como protético e ao casamento, fugia do samba e dos lugares que antes freqüentava. Mas o casamento durou só até o nascimento de sua filha Nara Nadyle dos Santos, em 31 de janeiro de 1941. Angustiado, em 13 de maio de 1941 tentou o suicídio, atirando-se do corcovado. Milagrosamente, Assis ficou preso numa árvore, 70 metros abaixo. Foi retirado por um bombeiro e completamente transtornado declarava apenas: "tenho uma mulher e uma filha que não me têm". Fraturou duas costelas e teve contusões e escoriações generalizadas. Os jornais do dia seguinte, especulando o motivo de tal gesto tresloucado, publicaram que provavelmente o compositor estava passando por dificuldades financeiras, além de estar separando-se de sua esposa e de sentir-se desamparado no meio musical.

Mal resolvido sexualmente, Assis parecia não se aceitar. Tentou o suicídio por mais três vezes, tentando se jogar de uma janela, cortando os pulsos e tomando guaraná com formicida, numa praça pública, sua última e bem-sucedida tentativa.

Além de ter sido um dos criadores do gênero natalino no Brasil, Assis foi também um dos primeiros a compor músicas para as festas juninas. Sua obra, entre marchas e sambas, compreende mais de 150 composições.

1. GOMES, Dulcinéia Nunes & SILVA, Francisco Duarte. A jovialidade trágica de José de Assis Valente. Martins Fontes/Funarte. Rio de Janeiro, 1988, p. 28.

Principais sucessos:

• Alegria, Assis Valente e Durval Maia, 1937

• Boas festas, Assis Valente, 1932

• Boneca de pano, Assis Valente, 1950

• Brasil pandeiro, Assis Valente, 1940

• Cai, cai balão, Assis Valente, 1933

• Camisa listada, Assis Valente, 1937

• É do barulho, Assis Valente e Zequinha Reis, 1935

• E o mundo não se acabou, Assis Valente, 1938

• Fez bobagem, Assis Valente, 1941

• Good-bye, boy, Assis Valente, 1932

• Gosto mais do outro lado, Assis Valente, 1934

• Mangueira, Assis Valente e Zequinha Reis, 1935

• Maria Boa, Assis Valente, 1935

• Minha embaixada chegou, Assis Valente, 1934

• O dinheiro que ganho, Assis Valente, 1951

• Que é que Maria tem?, Assis Valente, 1936

• Recenseamento, Assis Valente, 1940

• Tem francesa no morro, Assis Valente, 1932

• Uva de caminhão, Assis Valente, 1939




Fonte: http://musicachiado.webs.com/Biografias/BiografiaAssisValente.htm

Grupo Sanfonias

Choro de um jeitinho totalmente diferente!

Dia 06/08/2011

Horário: 20h00

Local: Centro de Convenções Victor Brecheret

Endereço: Av. Prof. Lucas Nogueira Garcez, 511 - Centro – Atibaia/SP

Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)

Roda de Samba

Projeto Terreiro de Compositores

Toda quinta-feira

Horário: 20h00 às 23h00

Local: Quadra da Escola de Samba Unidos de Sao Lucas

Endereço: Rua Carminha, 264, Parque São Lucas/SP

Informações: 011 7228-5080 (Adriana) / 011 98667270 (Ricardinho = Olaria)

Entrada: gratuita

Centenário de Assis Valente

Marcos Sacramento - cantor e compositor – homenageia Assis Valente.


Nascido na Bahia e criado no Rio de Janeiro, Assis Valente - autor de sambas clássicos como "Brasil Pandeiro" e "Camisa Listrada" – foi, no período de 1930 a 1940, ávido freqüentador da boêmia carioca.



2011 marca o centenário de Assis Valente.



Dia: 12/08/11

Horário: 21h00

Local: SESC Belenzinho

Endereço: Rua Padre Adelino, 1.000 – Belenzinho/SP

Informações: 011 2076-9700

Ingressos: R$ 6,00 a R$ 24,00

Como ressuscitar seu celular depois de deixá-lo cair na água

Teresa Furtado

O pior acidente que poderia acontecer com um celular é ele cair na água: seja na pia, vaso sanitário, mar, ou mesmo esquecido no bolso de uma calça que foi para a lavanderia. Geralmente este acidente costuma preceder o fato de você ter que desembolsar por um novo aparelho, porém, se você for rápido o suficiente, ainda pode haver uma chance de salvá-lo. Saiba o que você fazer nessa situação com este guia que o TechTudo preparou para você.

Passo 1. Retire-o da água imediatamente e, antes de qualquer coisa, resista à tentação de ligar o celular (isso pode causar um curto circuito);

Passo 2. Retire a bateria, abra todos os dispositivos, remova tampas, conectores e tudo que possa ser retirado ou aberto para secá-lo melhor. Se o dispositivo for do tipo GSM, remova o chip SIM também.

Caso o celular tenha caído em água salgada é importante lavá-lo em água doce (após extrair bateria e complementos) antes de continuar o processo;

Passo 3. Agora que você já retirou bateria e o cartão SIM, seque o aparelho e os seus acessórios imediatamente. Você pode usar uma toalha de papel ou de tecido macio. Se tiver à mão, utilize um compressor de ar ou aspirador de pó para tirar toda a umidade.

Importante: nunca usar secador de cabelo ou algum tipo de máquina que provoque aquecimento do aparelho, pois ele pode danificar os circuitos por completo;

Passo 4. Agora que já tirou toda a água possível, o ideal é que use um dessecante para tirar a umidade restante. A escolhe mais simples é arroz cru. Encha uma tigela até uma altura que seu aparelho não fique visível. Insira o aparelho e mude-o de posição até a hora de dormir. Deixe até o dia seguinte.

Se você estiver preocupado com o pó do arroz, outra alternativa é o gel de sílica. Se não o tiver em casa, use o que tiver em mãos para não perder o seu aparelho. Químicos para tirar umidade de armário também funcionam;

Passo 5. No dia seguinte, retire o aparelho da tigela e coloque sobre papel toalha ou algo que absorva água e você consiga visualizar umidade. Deixe-o lá de quatro a seis horas. Passado o período, se onde ele ficou apresentar sinais de água, repita novamente o processo a partir do passo 3;

Passo 6. Certo de que não haja mais nenhum resquício de água, chegou a hora de testar o telefone. Passadas 24 horas do período em que iniciou o processo, coloque a bateria, o cartão SIM e os outros itens e tente liga-lo.

Se o celular não ligar

Passo 7. Conecte-o no carregador. Se isso funcionar, você vai precisar de uma bateria nova, pois este é o item mais provável de dar defeitos devido ao curto-circuito realizado quando o aparelho caiu na água (pelo menos tente arrumar uma bateria para testar se é isso mesmo, antes de se convencer de que o aparelho está definitivamente morto).

Passo 8. Caso o passo acima não funcione, leve-o a um revendedor autorizado. Muitas vezes eles conseguem resolver o problema. Não omita que ele foi molhado, pois as chances de o problema se solucionado são maiores se eles souberem do ocorrido. Telefones mais modernos vêm com dispositivos que denunciam se o aparelho caiu ou não na água, então nem tente mentir.

Fonte: http://www.techtudo.com.br/dicas-e-tutoriais/noticia/2011/08/como-ressuscitar-seu-celular-depois-de-deixa-lo-cair-na-agua.html - Acesso em 04/08/2011.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Estudantes negros são menos de 10% nas universidades federais

DA AGÊNCIA BRASIL

Apesar de políticas afirmativas direcionadas para a população negra, esse público ainda é minoria nas universidades federais. Estudo que será lançado hoje pela Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) sobre o perfil dos estudantes de graduação mostra que 8,72% deles são negros. Os brancos são 53,9%, os pardos 32% e os indígenas menos de 1%. Ainda que a participação dos negros nas federais seja pequena, houve um crescimento em relação à pesquisa anterior produzida pela Andifes em 2003, quando menos de 6% dos alunos eram negros. Isso significa um aumento de 47,7% na participação dessa população em universidades federais. Para o presidente da associação, João Luiz Martins, a evolução é "tímida". Ele defende a necessidade de políticas afirmativas mais agressivas para garantir a inclusão. "A universidade tem uma dívida enorme em relação a isso [inclusão de negros]. Há necessidade de ampliar essas ações porque o atendimento ainda é muito baixo", avalia. A entidade é contra uma legislação ou regra nacional que determine uma política comum para todas as instituições, como o projeto de lei que tramita no Senado e determina reserva de 50% das vagas para egressos de escolas públicas.

"Cada um de nós tem uma política afirmativa mais adequada à nossa realidade. No Norte, por exemplo, a universidade precisa de uma política que tenha atenção aos indígenas. No Sul, o perfil já é outro e na Bahia outro", explica Martins. O estudo mostra que os alunos egressos de escolas públicas são 44,8% dos estudantes das universidades federais. Mais de 40% cursaram todo o ensino médio em escola privada. O reitor da Universidade Federal do Pará (Ufpa), Carlos Maneschy, explica que na instituição metade das vagas do vestibular é reservada para egressos da rede pública. Desse total, 40% são para estudantes negros. Ele diz acreditar que nos próximos anos a universidade terá 20% de alunos da raça negra. "Antes, nem 5% eram de escola pública", diz.

Fonte: Folha.com, 03/08/2011.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Poema das sete faces

Carlos Drummond de Andrade


Quando nasci, um anjo torto

desses que vivem na sombra

disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens

que correm atrás e mulheres

A tarde talvez fosse azul

não houvesse tantos desejos.



O bonde passa cheio de pernas:

pernas brancas pretas amarelas.

Para que tanta perna meu Deus,

pergunta meu coração.

Porém meus olhos

não perguntam nada.



O homem atrás do bigode

é sério, simples e forte.

Quase não conversa.

Tem poucos, raros amigos

o homem atrás do óculos e do bigode.



Meu Deus, porque me abandonaste

se sabias que eu não era Deus

se sabias que eu era fraco.



Mundo mundo vasto mundo,

se eu me chamasse Raimundo

Seria uma rima, não seria uma solução.

Mundo mundo vasto mundo

mais vasto é meu coração.



Eu não devia te dizer

mas essa lua

mas esse conhaque

botam a gente comovido como o diabo.