Esse total de dinheiro da população negra está indo para o bolso alheio à própria comunidade negra.
Estamos, como sempre, enriquecendo nossos opressores.
Talvez a grande questão seja: somos ou seremos capazes de fazer esse dinheiro todo girar em benefício da Comunidade Negra? Talvez! Quem saberá!
O fato é que temos um deficit de confiança entre nós negros e negras, que tem impedido essa solidariedade comunitária.
Sem essa solidariedade não iremos a lugar nenhum.
Tal circunstância só faz aumentar nosso temor quanto ao futuro. Não o nosso futuro, mas o futuro das próximas gerações de negros e negras. O futuro de nossos filhos e filhas.
Negros e negras que nasceram e irão nascer em uma nova situação social: a do extremismo étnico-racial.
A ascensão social, econômica e política da população negra nas últimas décadas - um grão de pão caído da mesa dos opressores racistas - ameaça o status quo de uma extensa camada da população branca. Uma elite que construiu sua dominação no solo fértil da escravidão e do racismo.
Pensar que entregarão facilmente os anéis do privilegio que desfrutaram e desfrutam desde o período colonial está fora de cogitação.
Por isso, considero imprescindível a construção dessa fortaleza: nossa solidariedade comunitária será a base de nossos futuros avanços em direção à construção de uma sociedade democrática, plena de igualdade de oportunidades, antiracista, “anti-homofóbica”, “anti-sexista”.
http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/t/videos/v/negros-representam-55-da-populacao-brasileira-e-movimentam-r-16-trilhao/6292644/
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