Noves fora, para mim, o debate atual sobre voto útil, pelo menos, torna claro o papel que milhares e milhões de nós, alhures e algures, querendo se fazer passar por neutros, impolutos, virtuosos, à parte e fora do alcance do nazifascismo, no “Brazil” travestido de bozonazifascismo, jogam no presente processo eleitoral.
Não morro de amores pelo partido da estrela solitária, nem muito menos pelo seu líder messiânico.
Não são radicais, como deixaram entrever algumas linhas soltas pelos arredores.
Eu, da minha parte e sem tergiversação, acusaria: NÃO SÃO E NUNCA SERÃO REVOLUCIONÁRIOS.
Poderiam ser radicais, fazendo pouca coisa diferente do que está estabelecido no”Brazil” como forma de se fazer política. Bastaria que se afastassem dessa forma tradicional de se fazer política, se voltassem para o que um dia foram as suas origens, suas raízes. Isso, voltar às raízes, já seria radical. Voltar às origens e renascer como uma digna representação dos anseios populares. No entanto, tal possibilidade já passou. Anos no poder aqui e ali, em um centro acadêmico, numa cidadezinha, numa metrópole, em um Estado e, mesmo em um país, desfiguram a alma. Após tanto tempo se afeiçoaram as práticas pueris da política tupiniquim.
Falei de origens, mas todos sabemos, como dizem por aí, que não se vive ou revive o passado.
Retomando para encerrar: face a tudo que nos aflige e pouco arrebata atualmente, creio eu que a realidade deveria se impor nesse momento em que a fanfarronice político-eleitoreira se instaura impoluta.
Vivemos quatro anos em um “desgoverno” corrupto, antidemocrático, impopular, elitista, racista, misógino, homofóbico, xenofóbico, sexista e, em suma, criminoso. Outros adjetivos poderiam explicitar e definir melhor suas características.
Durante esse período, vi e ouvi pessoas aqui, daqui, ali e acolá esbravejando contra o bolsonorento e seus bolsonarentos, pessoas demonstrando insatisfação com todo o clima de ódio e divisão instaurado no país, nas famílias, entre amigos - muitos agora ex-amigos-, desejando urgência pelas mudanças.
Parece que chegou o momento esperado.
Daqui duas semanas a verdade daqueles que desejam de fato as mudanças democráticas e cidadãs será colocada a prova.
Sem radicais e, muito menos, revolucionários, o que existe para o momento como fator de interrupção do bozonazifascismo é o Lula, o PT, seus aliados de ontem e de hoje, e suas circunstâncias.
Qual papel jogaremos nesse processo?
Vamos para o jogo para ganhar o campeonato nessa rodada ou esperaremos a próxima rodada daqui 30 dias? Como em um jogo de campeonato seu time, hoje, pode estar pronto para vencer, no futuro, talvez, nem tanto. Não é o caso, mas até o adversário pode se preparar melhor.
E aí? Vamos fazer o agora, cumprindo nosso papel de seres históricos, seculares que constroem e lapidam sua história ou vamos deixar tudo ao sabor do inabalável artesão que é o destino e esperar acontecer?
Em tempo 1: estou repensando meu voto, pois já tinha decidido votar no candidato da UP.
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